quarta-feira, 24 de junho de 2009

Alejo Carpentier


Filho de um arquiteto francês, trocou os estudos de música e arquitetura pelo jornalismo foi preso por criticar a ditadura governista cubana e começou a escrever na cadeia o seu primeiro romance Ecué-Yamba-Ó (1931) cujo o tema é a vida e a cultura das comunidades negras de Cuba.


De 1928 a 1939 esteve exilado na França onde conheceu o movimento surrealista, apoiou os republicanos e visitou a Espanha durante a Guerra Civil.


Mais tarde, redicou-se na Venezuela, sendo nomeado em 1970 adido cultural cubano em Paris..


Autor de vocação realista e histórica, foi poeta, autor e crítico que abordou ao longo de sua obra o tema da busca da identidade americana, aproximando-se em tempo e espaço da rica realidade do continente.


Considerado o precursor do real maravilhoso ou da realidade maravilhosa americana, como um novo projeto de leitura da realidade controlada pela razão e ao mesmo tempo pela fé, Carpentier descreve e recria a realidade latino-americana, entrelaçando a realidade e o sonho, a razão e a imaginação, história e fábula, vida e morte para conformar uma espécie de tapete mágico e alegórico.


Em sua narrativa, faz uso de uma linguagem eloquente, rica, repleta de matizes erudita.


O percurso intelectual e a formação acadêmica do autor cubano ( jornalista, músico, escritor e diplomata) se fazem presentes em seu pensamento interdisciplinar.


Carpentier trabalha em sua narrativa com manifestações artísticas como a música, pintura, a arquitetura, a dança e o teatro como também com discursos filosóficos, históricos, geográficos, sociológicos e antropológicos, entre outros.


Principais obras :


- O Reino deste mundo


- A Guerra do tempo


- O Século das luzes


- O Recurso do método


- A Harpa e a sombra


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