quinta-feira, 14 de maio de 2009

Um absurdo

Jogos violentos sempre foram uma diversão para a garotada ou os tiozinhos como eu que adoram um sangue escorrendo, não posso negar que games como Black e God of War, que são extremamente violentos, são muito bacanas, mas até onde eu sei só a garotada de cabeça fraca e sem uma boa educação moral sai por aí matando os outros imitando os jogos.

Ficção é uma coisa, a realidade é totalmente diferente, existe uma linha entre esses mundos.

Mas uma empresa japonesa ultrapassou todos os limites do bom senso, no jogo RapeLay os jogadores ganham pontos por atos de violência sexual, incluindo abordagem de garotas em estações de trem, estupro de virgens e suas mães, e forçando mulheres a fazer aborto.

Eu não sei o que é mais absurdo, uma empresa criar um jogo desse tipo, onde o jogador se torna na ficção um predador que é odiado até pelos outros detentos ( na realidade) ou a desculpa do porta-voz da empresa :

" Estamos confusos com a ação, fazemos jogos para o mercado doméstico, de acordo com a legislação vigente aqui [no Japão]. Não podemos comentar [a campanha] porque não vendemos [o game] para outros mercados."

A campanha contrária ao jogo da qual ele cita foi organizada pela organização Equality Now, de NY contra jogos e simuladores de estupro e banalização da violência sexual no Japão.

Para quem não sabe o país só proibiu a produção, distribuição e uso comercial de fotos que suscitem atividades sexuais, vídeos e outros materiais envolvendo pessoas com menos de 18 anos em 1991, mas a lei não criminaliza a posse destes tipos de materiais, isso quer dizer que não serviu pra nada essa "proibição", já que a internet é constantemente inundada por vídeos de animações de computação gráfica chamados de Hentai.

Depois reclamam quando estudantes aparentemente bonzinhos massacram 15 na escola, a banalização da violência aliada a uma educação sem base religiosa destrói o cérebro, mina a moral e incentiva o lado mais sombrio das pessoas aparecer.

Seja qualquer religião que mostre os valores que Jesus nos deixou já seria um empecilho para a aquisição de um jogo desse nível, além de ser um desrespeito às mulheres de todas as idades e nacionalidades, fazendo com que as crianças achem que esse tipo de atitude o mais correto e que as mulheres devem ser tratadas dessa forma.

Marcello Lopes

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