domingo, 17 de maio de 2009

Pintura Holandesa - Frans Hals

Frans Hals depois de Rembrandt, é o maior precursor da pintura holandesa no mundo.



Nasceu em Antuérpia em 1582, seus pais eram trabalhadores têxteis e emigraram para os países baixos quando Antuérpia foi dominada pelos espanhóis na guerra dos 8 anos em 1585.



Frans estudou com Karel Van Mander, e em 1610 foi admitido como mestre-pintor na Guilda de São Lucas em Haarlem.



Não há registro em nenhum lugar de obras de Hals antes dos 28 anos de idade, os especialistas em pintura holandesa acham que ele passou esse longo período viajando ou trabalhando fora do mundo artístico e só resolveu pintar tardiamente.



Sua especialidade eram os quadros de retratos, e por toda a sua carreira até mesmo as pinturas bíblicas tinham um caráter retratual.



Em suas mãos, a pintura desse gênero tornou-se livre, ousada e ao mesmo tempo reveladora em comparação às pinturas da época. Sua genialidade consistiu em inserir nas pinturas uma vitalidade e espontaneidade fora do comum, ninguém pintou o povo comum com tanto amor e simpatia como ele.



Em 1616, com o quadro Banquete dos oficiais da Companhia de Milícia de São Jorge em Haarlem, Hals iniciou a grande era da pintura holandesa.



A obra toda exulta com o saudável otimismo e força dos homens que ajudaram a construir uma nova república, não há precedente para a vívida caracterização que Hals fez dos doze homens.



Hals tinha a vantagem de conhecer o caráter daqueles homens, pois serviu na companhia de 1612 a 1624.



Pouco se conhece do pintor holandês, ele não deixou nenhuma anotação ou desenho que desse a idéia dos seus pensamentos ou das impressões que seu ambiente lhe causava.


Hals parece ter tido uma posição de respeito na comunidade, já que integrou a Milícia de São Jorge, sendo um sinal de prestígio, e de 1616 a 1624 esteve ligado a uma sociedade retórica de Haarlem chamada Elos da Videira na qualidade de amigo e não de membro ativo.


Em 1629, a cidade pagou pela restauração de pinturas da Comendadoria da Ordem de São João que haviam passado para Haarlem após a secularização da ordem.

Entre 1616 e 1664 pintou em tamanho natural nove grandes retratos oficiais do grupo, nenhum artista de destaque naquele período fez tantos.


Seus clientes variavam de oficiais da Milícia à mercadores, clérigos, artistas e historiadores.


São conhecidas apenas 225 pinturas suas, sendo uma produção pequena para quase 50 anos de vida artística, a hipótese dos especialistas é de que muitas pinturas se perderam ou foram abandonados em depósitos ou destino pior.


Apesar das importantes encomendas de retratos que recebia Hals se encontrou em dificuldades financeiras repetidas vezes, sendo acionado em pequenos processos desde 1616.


Hals viria a se casar duas vezes, tendo no total 13 filhos nos dois matrimônios.


Pouco depois de pintar, em 1649, o célebre retrato do filósofo René Descartes, exemplo de profundidade psicológica, Hals enfrentou um período de dificuldades econômicas que o levaram à miséria. Sua melancolia está registrada nos tons escuros de "Os regentes do asilo de velhos de Haarlem" realizados por volta de 1664. Frans Hals faleceu em 10 de setembro de 1666, em Haarlem.



Marcello Lopes

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