domingo, 26 de abril de 2009

Primórdios do Lost


Enquanto aguardo impacientemente um novo episódio da 5º temporada de Lost, folheio um livro muito querido para mim e que aos poucos foi me fazendo pensar em influências literárias nas séries de tv.


O livro em questão é A Invenção de Morel do escritor argentino Adolfo Bioy Casares, a história que é narrada em primeira pessoa por um fugitivo da justiça conta a história de sua busca por um esconderijo em uma ilha deserta (!!) que já fora habitada mas totalmente abandonada por conta de uma doença terrível.


Depois de um período sozinho, o fugitivo descobre outras pessoas no local, apesar de não ter visto ninguém chegar na ilha, percebe que seus movimentos são anacrônicos e o dia-a-dia dessas pessoas são todos iguais.


O fugitivo percebe também que a natureza está desequilibrada, com duas luas no céu, marés fora de época, verão antecipado, flores e animais que morrem e depois se tornam saudáveis novamente.


No início o fugitivo evita qualquer contato, mas acaba se apaixonando por uma mulher que não responde a seus chamados, mais tarde conclui que ninguém nota sua presença. Nesse desespero para se fazer notado, descobre o terrível segredo que a ilha guarda, juntamente com todas essas pessoas.


O livro é recheado com referências à América, as datas das construções ( 1924 que combina com 1492) e até comentários sobre a história venezuelana.


A ilha no livro figura como um pedaço de terra separado de todas as realidades da terra firme que dá margem ao surgimento de uma série de realidades imaginárias assim como a de Lost.


Para quem é fã de Lost, é um excelente exercício imaginar quais os pontos em comum entre essa história e a saga de Jack & Cia.


Marcello Lopes

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