segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Biblioteca do Estado da Saxônia e Biblioteca da Universidade de Dresden

 A Biblioteca da Universidade de Dresden, abreviado SLUB Dresden está localizado em Dresden, Alemanha. É a biblioteca regional para o Estado alemão da Saxônia, bem como a biblioteca acadêmica para a Universidade de Tecnologia de Dresden. 

Ela foi criada em 1996 através da fusão da Biblioteca Estadual de Saxon e do Estado e Biblioteca da Universidade de Dresden. O nome aparentemente redundante é mostrar que a biblioteca traz as duas tradições institucionais. 

O SLUB mudou-se para um grande edifício novo em 2002 para reunir os estoques de ambos os seus antecessores. Seus números de coleta são de quase nove milhões, tornando-se um dos maiores centros de arquivamento público na República Federal da Alemanha. 

Ele possui tesouros significativos, incluindo o Codex Dresdensis, um Alcorão octagonal de 1184 e um exemplar da Bíblia Schoeffer Peter impressa em 1462. Dentro do SLUB é o Deutsche Fotothek, prendendo cerca de 2 milhões de fotografias a partir dos últimos 80 anos, e o Taquigráficas alemão Instituto.

História


A partir de 1485, a cidade de Dresden foi a sede dos duques Wettin da Saxônia, que a partir de 1547 eram príncipes. A biblioteca estado real foi fundada em 1556, quando o príncipe Augustus começou sistematicamente adquirir livros eruditos e obras literárias. 

O próprio príncipe inspecionou as listas de livros oferecidos na Feira do Livro de Leipzig, a maior e mais importante cidade em seu estado, cuja biblioteca tinha recebido o conteúdo das casas religiosas dissolvidos na Reforma. Além disso, ele instruiu seus diplomatas para comprar livros raros e preciosos no exterior.

Durante a primeira metade do século 18, sob dois governantes, Augusto, o Forte e seu filho, Augusto II, Dresden tornou-se um importante centro cultural europeu. 

A Biblioteca Tribunal tornou-se uma biblioteca verdadeiro estado da Saxônia, absorvendo muitos manuscritos, mapas e livros de coleções particulares distintos, com algumas compras espetaculares, como o Códice de Dresden, que foi obtido em 1739. 

Em 1727, a biblioteca mudou-se em duas alas de o Palácio Zwinger. Quando Frederico o Grande da Prússia atacou Dresden em 1760, parte da biblioteca foi queimada, há volumes chamuscados da coleção até hoje. 

Até o final do século 18 já não havia mais espaço na ala Zwinger, e a biblioteca, em seguida, mudou-se para o Palácio Japonês. Em 1788 a Biblioteca Saxon foi aberta ao público. 

Após a proclamação da República de Weimar em 1919, tornou-se oficialmente a Biblioteca Estadual da Saxônia, seus pontos fortes continuam nas artes, humanidades, ciências sociais, literatura e linguística.

Com o início da II Guerra Mundial, as obras mais preciosas da Biblioteca Estadual foram dispersas por 18 castelos e escritórios, longe de todos os possíveis objetivos militares.

Consequentemente, elas em grande parte sobreviveram aos bombardeios de fevereiro e março de 1945 que destruíram os prédios antigos da biblioteca e praticamente todo o centro histórico de Dresden, com perdas de cerca de 200.000 volumes de manuscritos do século XX e obras impressas e também alguns manuscritos musicais insubstituíveis.

As perdas incluem a maior corpus de música inédita de Tomaso Albinoni, embora os manuscritos de Georg Philipp Telemann foram preservados. 

Cópia da biblioteca de Sachsenspiegel, considerado um dos mais importantes manuscritos devido à sua importância histórica na lei e na sua qualidade ilustrativa, sofreu danos causados ​​pela água. Ele passou por uma restauração na década de 1990. 

Depois da guerra, cerca de 250.000 livros foram levados para a União Soviética.

A fusão com a Biblioteca da Universidade da Technische Universität Dresden, em 1996, impulsionou o desenvolvimento de uma nova infra-estrutura permanente para abrigar as bibliotecas combinadas, que haviam sido espalhados por quase três dezenas de locais em toda a cidade.

A mudança para as novas instalações de pedra revestida projetada por Ortner & Ortner foi concluída em 2002. Posteriormente, a biblioteca foi rebatizada de Estadual da Saxônia e Biblioteca da Universidade de Dresden.

Hoje


Com mais de 7 milhões de objetos em seu acervo resultante da fusão transformou a  biblioteca em uma das maiores da Europa. 

A biblioteca abriga a Deutsche Fotothek que detém mais de 2 milhões de imagens. Também estão incluídos na biblioteca um museu, que consiste em uma câmara do tesouro e exposições temporárias. 

A câmara do tesouro inclui livros históricos originais e raras que estão permanentemente em exposição. Entre eles está o Códice de Dresden, o mais antigo livro escrito nas Américas conhecidos entre os historiadores.

Números da Biblioteca 


2013201220112010
Inventory (volumes)5292235518778050818054989600
Image documents the Deutsche Fotothek3949877361200734053003364000
User workstations2,2152,2032,2032,175
Opening days347346345341
Opening hours per week104104104104
Loans and renewals2082475216878522443382383407
Downloads (full texts)348515530034762722064
Active Users41,013451754840350,028
Registered users pa77109768397471873665
User admissions 14,54015,22014,37813,931
Library Visits2388881235832422445372042869
New addition (volumes)104455105975107491103461
Total current journals20,56118,89917,57716,953
Commercial magazines (print)4,1765,7346,0226,010
Digitization power (Images)2873641272308230682542332757
Total expenditure (€)26642935277118932658100026283000
Acquisition budget (€)7636739791112580044247856000
Personal budget (€)14658073144103561448520014776000
External funding (€)3538671429734131348522843000
Ratio acquisition budget to total budget (%)28.728.530.129.4
Ratio acquisition budget to staff budget (%)52.154.954.653.1
New entry per active user (volumes)2.52.32.22.1
Expenditure for the textbook collection 
per student at TU Dresden (€)
8.128.119.109.51
Staff positions at 31.12.265269271274
Externally funded positions at 31.12.50484038
Ongoing Funded Projects17171515
Staff including project staff406418405407
New Entry per staff position in the 
monograph of business (volumes)
3,0833,2433,3893,324
Loans and renewals per personnel office 
Abt. Use
39.292387284007744,169












quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Biblioteca Infantil Multilíngue



Inaugurada em agosto de 2013, a Biblioteca Infantil Multilíngue é o primeiro espaço da América Latina com livros em diversas línguas para crianças e jovens até 19 anos.

A Biblioteca foi idealizada por Duda Porto de Souza em 2009, época em que a jornalista começou a angariar doações, entre elas DVDs, revistas, gibis, itens de informática e brinquedos.

Para que os usuários se sintam cada vez mais à vontade, o local não só proporciona dezenas de estantes repletas de obras infantojuvenis - além de uma Brinquedoteca àqueles ainda não familiarizados com a leitura -, mas também pretende apresentar aos visitantes eventos como workshops, palestras e salas de leitura e brincadeiras com convidados muito especiais.

A ideia é unir pessoas de todos os níveis sociais, credos e raças. Se você é um curioso, está no lugar certo – certíssimo! Se não se considera um curioso, vai se surpreender! A surpresa, falando nisso, é também garantida aos baixinhos, que podem se deparar com mensagens pessoais de incentivo escritas pelos doadores em páginas em branco dos livros.

Acervo

A Biblioteca Infantil Multilíngue Belas Artes conta atualmente com mais de 7 mil livros, obras em português, espanhol, japonês, inglês, italiano, francês, alemão, entre outros idiomas. 

Reservados a toda comunidade, os empréstimos podem ser feitos por crianças e jovens até 19 anos, pesquisadores ou qualquer outro interessado.

Novidades

Todos os meses, novos livros são acrescentados à rica coleção da Biblioteca Infantil Bilíngue. Confira aqui a lista das principais aquisições do espaço nas últimas semanas.


Empréstimo de livros

Para se tornar usuário da Biblioteca, os interessados precisam apresentar um documento de identificação (RG, carteira profissional, carteira de conselho profissional, carteira de motorista, certificado de reservista e passaporte) e um comprovante de residência (conta de água, gás, luz ou telefone).

No caso de menores de 16 anos, pede-se que a inscrição seja feita por um responsável legal, que assinará um termo de responsabilidade.

Como apoiar

O processo de arrecadação é contínuo e qualquer doação é muito bem-vinda. Editoras, escritores, curiosos, apaixonados, crianças e adultos, por favor, compareçam ao espaço ou entrem em contato utilizando a guia Atendimento.

Recebemos exemplares nas áreas de literatura e artes, bem como gibis em diversos idiomas.

As únicas recomendações são que essas obras sejam indicadas para o público infantojuvenil e, claro, estejam em bom estado de conservação.

Vale lembrar que as doações podem ser feitas na própria Biblioteca Infantil Multilíngue, localizada na Rua Dr. Álvaro Alvim, 90, ou, caso você disponha de elevado número de publicações, nós providenciamos a retirada.

Caso prefira, você pode entrar em contato pelo e-mail bibliotecainfantil@belasartes.br

Serviços
  1. Acervo - Consulta
  2. Empréstimo, reserva, renovação e devolução de livros.
Regulamento

Este regulamento disciplina o funcionamento da Biblioteca Infantil Multilíngue Belas Artes e tem por objetivo assegurar a prestatividade dos seus serviços.

Como se afiliar

O cadastro na Biblioteca infantil é realizado mediante apresentação do RG, da Carteira de trabalho ou de outro documento oficial, e também o comprovante de residência atual. É necessário a entrega das cópias e apresentação dos originais dos documentos, e em seguida já é possível a retirada de materiais.










Informações: Biblioteca Infantil
Fotos: Arquitetura de Bibliotecas

domingo, 4 de janeiro de 2015

Casa Daros

A Casa Daros é uma instituição da Daros Latinamerica, uma das mais abrangentes coleções dedicadas à arte contemporânea latino-americana, com sede em Zurique, Suíça. Daros Latinamerica conta com cerca de 1.200 obras, entre pinturas, fotografias, vídeos, esculturas e instalações, de mais de 117 artistas, e segue em expansão.

A Casa Daros é um espaço de arte, educação e comunicação, que ocupa um casarão neoclássico do século XIX, preservado pelo Patrimônio da cidade do Rio de Janeiro. Projetado pelo arquiteto Francisco Joaquim Bethencourt da Silva (1831-1912), encontra-se em um terreno de mais de 12 mil metros quadrados, em Botafogo, Rio de Janeiro.

O espaço apresenta exposições da Coleção Daros Latinamerica e tem forte foco em arte e educação – com diversas atividades para o público. Oferece, ainda, uma agenda de seminários e encontros com artistas no auditório, além da biblioteca especializada em arte latino-americana contemporânea, o Espaço de Documentação, o Espaço de Leitura com catálogos de exposições da coleção, restaurante/café e loja.

História do casarão neoclássico 

A Casa Daros ocupa um casarão de 1866, projetado por Francisco Joaquim Bethencourt da Silva (1831 – 1912), considerado um dos mais importantes discípulos do mestre francês Grandjean de Montigny.

O arquiteto é autor de alguns prédios emblemáticos do Rio de Janeiro, como o edifício do Centro Cultural Banco do Brasil, no Centro da Cidade. Depois de uma obra monumental de reforma e restauro, o edifício em Botafogo reabre ao público com salas de exposição e de arte e educação, biblioteca, auditório, restaurante/café e loja.

Declarado Patrimônio Histórico em 1987 pelo município do Rio de Janeiro, o casarão de estilo neoclássico está ligado à educação desde a sua doação à Santa Casa de Misericórdia. Durante o século XIX, foi ocupado pelo Recolhimento das Órfãs e Desvalidas de Santa Thereza, um orfanato para meninas pobres.

No século seguinte, foi rebatizado de Educandário Santa Teresa, uma escola para órfãs que também funcionava em regime de semi-internato. Entre 1976 e 2003, o Educandário dividiu suas instalações com o Colégio Anglo Americano, uma instituição privada.

A reforma e o restauro do casarão tiveram o cuidado de preservar as características originais e, ao mesmo tempo, adequá-lo ao seu novo destino: um espaço voltado para difusão e reflexão sobre arte latino-americana contemporânea. Assim, foi realizada a recuperação total do telhado, restauradas suas fachadas e a área frontal do prédio, em uma reforma que incluiu seus salões, com seus adornos e materiais de acabamento.

A Casa Daros oferece ao público, totalmente restaurados, cerca de dois terços da extensa propriedade, que tem aproximadamente 11 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de 12 mil metros quadrados.

Arte e Educação

A programação da Casa Daros tem como base o encontro do público com o pensamento dos artistas e suas obras, estimulando a reflexão, a experimentação e o diálogo. As atividades oferecidas pela instituição articulam o fazer, o olhar, o pensar e o sentir, a partir da singularidade de cada visitante.

O Programa Arte é Educação é um laboratório vivo, no qual artistas educadores e o público experimentam diferentes estratégias de interação com as obras de arte. A ideia é que a visita seja uma experiência potente e transformadora, rompendo as barreiras entre arte e educação, espectador e artista.

O importante pedagogo brasileiro Paulo Freire afirmava que “ensinar exige saber escutar”.

Desde 2007, uma série de projetos e ações propiciaram os espaços de escuta indispensáveis para impulsionar a programação da instituição.

Programa Arte é Educação
Encontros participativos (visitas em grupos)
Encontros para multiplicadores
Esquina do encontro

Programas com Artistas
Oficinas, encontros, cursos, residências artísticas e projetos especiais com artistas da
América Latina.

Centro de Informação e Documentação
Biblioteca
Espaço de Documentação
Espaço de Leitura


Biblioteca

A biblioteca conta com um acervo especializado em arte contemporânea da América Latina. São aproximadamente 5.000 títulos entre livros, periódicos, catálogos de exposições, publicações de arte e educação, teoria e crítica de arte e arte para crianças.

Entre os destaques estão catálogos de exposições dos anos 60 e 70, revistas raras como Artes Visuales e Poliéster, e coleções completas de revistas de arte como Third Text e Art Nexus.

A biblioteca da Casa Daros também  documenta e preserva as publicações da Coleção Daros Latinamerica - catálogos e material educativo -, que estão disponíveis para o público.

Funcionamento: Quarta-feira a sábado (13h às 18h), inclusive feriados

Contato para pesquisas: (21) 2138-0850 - biblioteca@casadaros.net

Loja

A loja tem uma seleção especial de produtos nas seções de arte, educação e comunicação.

O projeto A Casa Múltipla apresenta uma série exclusiva de edições limitadas desenvolvidas em parceria com os artistas da Coleção Daros Latinamerica.

Funcionamento: Quarta-feira a sábado (11h às 19h) Domingos e feriados (11h às 18h)

Mira! Restaurante e café

O restaurante-café é parte do princípio acolhedor da Casa Daros, de ser um espaço de encontro, e tem a frente o trio formado pela chef Roberta Ciasca, Danni Camilo e Steph Quinquis, donos do Miam Miam e Oui Oui, restaurantes também situados em Botafogo.

Com entrada independente, o restaurante acolhe 74 pessoas na sua área interna, mais 32 na parte externa em frente à aleia de palmeiras imperiais e 48 acomodadas em mesas no pátio interno.

O café comporta outras 16 pessoas sentadas na área climatizada.

O restaurante-café Mira! oferece almoços, jantares e happy hours, com cardápio diversificado para atender aos diversos públicos. E ainda conta com menu especial, como é o caso do Menu Ilusões, inspirado nas obras da exposição homônima.

Café Quarta a sábado, das 11h às 19h / domingos e feriados, das 11h às 18h
Restaurante Quarta a sexta, das 12h às 22h / Sábado, das 12h às 19h / Domingos e feriados, das 12h às 18h.*
T: +55 21 2275-0737 - Website: www.restaurantemira.com.br


Coleções

Julio Le Parc - Obras cinéticas




Link da obra.

Reúne textos críticos e manifestos escritos pelo artista argentino Julio Le Parc e pelo coletivo GRAV nos 1960, entrevista de Le Parc ao curador Hans-Michael Herzog e um ensaio do historiador de arte Alexander Alberro, entre outros.
Daros Latinamerica / Hatje Cantz, 2013
Português, Inglês, Espanhol / 256 páginas
ISBN 978-3-7757-3691-6

Cantos Cuentos Colombianos



O catálogo apresenta conversas entre o curador Hans-Michael Herzog e os 10 artistas colombianos contemporâneos da exposição Cantos Cuentos Colombianos.
Daros Latinamerica / Editora Cobogó, 2013
Português, Inglês e Espanhol / 412 páginas
ISBN 978-85-60965-34-2





Informações: Casa Daros Rj
Fotos: Casa Daros Rj e Arquitetura de bibliotecas

Diário para um viajante - Palmira - Síria

A umas três horas de carro de Damasco, em direção ao nordeste, há um notável sítio arqueológico: Palmira, chamada na Bíblia de Tadmor.

Esse oásis, que fica a meio caminho entre o Mediterrâneo e o rio Eufrates, é regado por mananciais subterrâneos cujas águas afloram ali, procedentes das montanhas situadas ao norte. 

A antiga rota comercial entre a Mesopotâmia e o Mediterrâneo seguia o Crescente Fértil, bem ao norte de Palmira.

Contudo, no primeiro século, a instabilidade política no norte fez com que a rota sul, mais curta, fosse preferida pelos viajantes. Localizada nessa rota comercial, Palmira atingiu o auge de sua prosperidade.

Sendo útil a Roma como ponto estratégico para defender o lado oriental do império, Palmira foi integrada na província romana da Síria, mas por fim foi declarada uma cidade independente. 

Numa rua ornada com colunatas magníficas havia grandes templos, arcos monumentais, banhos e um teatro. Os pórticos em cada lado eram pavimentados para a passagem de pedestres, mas a via principal não era pavimentada, para a conveniência das caravanas de camelos que passavam por ali. 

As caravanas que percorriam a rota comercial que ligava a China e a Índia (no Oriente) ao mundo greco-romano (no Ocidente), se abasteciam em Palmira. Ali os comerciantes eram obrigados a pagar impostos sobre a seda, as especiarias e outros bens que transportavam.


Zenóbia acorrentada

Zenóbia foi uma rainha na cidade de Palmira do século III que assumiu o controle do Império de Palmira depois da morte do marido, Odenato, em 267, juntamente com o filho Vabalato.

Já em 269, ela havia expandido seus domínios conquistando o Egito, de onde expulsou o prefeito, Tenagino Probo, que foi decapitado depois de fracassar em sua tentativa recuperar a província.

Ela governou até 274, quando foi derrotada e levada prisioneira para Roma pelo imperador Aureliano.

Sua pele era morena, bem morena, e seus dentes, brancos como pérolas, destacavam ainda mais os grandes olhos negros, que brilhavam acentuando ainda mais sua beleza. Sua voz era forte, possante como convinha a uma líder. Sua cultura era apropriada à de uma rainha, que falava mais dois idiomas além do seu.




Entre as ruínas se destaca o Templo de Bel, a grande colunada, uma avenida de colunas que atravessa imponente a cidade terminando no Templo Funerário, o Arco Monumental, o Castelo de qala´at ibn Maan, localizado sobre uma colina dominando a cidade e o Museu, localizado entre as ruínas e a nova cidade, que guarda excelentes peças de Palmira.

O nome "Palmira" refere-se, tal como o prenome feminino, às palmeiras — árvore que supostamente existiria aí em grande quantidade.

Palmira tornou-se parte da província romana da Síria durante o reinado de Tibério (r. 14–37 d.C.).

A cidade continuou a desenvolver-se e a ganhar importância até que se tornou uma cidade livre, sob o império de Adriano, em 129.




Nos séculos I e II, a arte e arquitetura de Palmira, resultou em um encontro de de civilizações, conjugando o greco-romano com as técnicas locais e as influências persas.

Esta cidade apresenta um exemplo único da urbanização antiga, com algumas partes em estados de conservação excelentes, como é o caso da ágora, do teatro e de alguns templos. Juntamente com estes há zonas habitacionais e imensos cemitérios no exterior das muralhas. Palmira exerceu uma inequívoca influência na evolução da arquitetura neoclássica da urbanização moderna.

As ruínas de Palmira na Síria são um dos mais belos conjuntos arqueológicos de ruínas romanas do mundo. Todas as horas são boas para ver algo tão belo, mas é ao fim do dia, quando o intenso calor do deserto acalma e o Sol se esconde, que estas atingem o esplendor da sua magia, e nos levam para tempos longínquos em que esta cidade era um importante ponto de paragem nas caravanas da rota de seda.



De longe a colunata coríntia denuncia sua espetacular grandiosidade. A chegada a Palmira é um fabuloso choque entre o deserto e a abrupta imagem que se abre, um imponente conjunto de ruínas, das maiores e mais importantes do planeta, só muitos séculos depois perdeu importância para Damasco e Aleppo. 

A moderna Tadmor, no mesmo local da antiga Palmira, situa-se junto ao oleoduto Kirkuk-Trípoli, no cruzamento das rodovias que cortam o deserto da Síria.

Aproximavam-se tanto as ruínas daquela que foi uma das mais importantes cidades da Rota da Seda quanto o acesso à fronteira da Síria com o Iraque. 

Aqui o Iraque fica a 150 Km. Aliás, se o deserto sírio tem um coração, ele está em Palmira, e se tudo se aprece com um deserto, é aqui, na beira da fronteira com o Iraque que ele melhor se caracteriza. 

E as ruínas de Palmira são indubitavelmente um grande prêmio para os olhos depois de uma viagem tão longa pelo deserto.














































Os quartos são bem cuidados



































Marcello Lopes