segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Biblioteca Pública de Salt Lake

O prédio principal da Biblioteca Pública de Salt Lake é um dos triunfos arquitetônicos da cidade. Ele foi projetado pelo estimado arquiteto Moshe Safdie e foi inaugurado em 2003.

A biblioteca espaçosa cobre uma área de 22.300 m². O design moderno de seis andares incorpora uma parede de corredores de vidro, que leva os visitantes a passarem por andares repletos de livros.

Leitores ávidos encontrarão tudo o que eles precisam aqui, com mais de meio milhão de livros para ler.

Leia livros de referência ou romances sentado no resplandecente espaço chamado Urban Room, que conta com vistas deslumbrantes das Montanhas Wasatch. Nos andares superiores, você encontrará seções de estudo dedicadas à literatura e a idiomas, bem como a jornais e revistas.

Você não tem que ser um fã de arquitetura ou um apaixonado por livros para apreciar o passeio por essa biblioteca.

Pinturas e esculturas estão dispostas em todo o prédio, que apresenta um jardim no terraço e lareiras em espiral. As lareiras estão em quatro andares e formam uma coluna central de fogo quando vistas de uma distância.

Uma biblioteca dedicada a crianças encontra-se no andar inferior. Esse local está repleto de luz natural e cheio de livros e jogos para crianças.

As famílias se reúnem aqui em dias chuvosos. Há também uma seção dedicada aos adolescentes, chamada Canteena.

O ambiente chamado Cozy Grandmother's Attic apresenta vigas de madeira expostas, animais empalhados e recantos silenciosos para leitura. Aventure-se na Crystal Cave, que tem uma cachoeira caindo pelas paredes no verão.

Visite a cafeteria no primeiro andar para bebidas. Ao lado dela, o espaço chamado Browsing Library tem os livros e as revistas cuja demanda é maior.

Os eventos são conduzidos regularmente ao longo de todo o ano. Participe de conversas com autores, oficinas, exposições de fotografia e arte, e de programas educacionais. Os horários estão publicados no site da biblioteca.

O prédio principal da Biblioteca Pública de Salt Lake está localizado no centro e a entrada é gratuita.

Ele abre todos os dias e em algumas noites da semana. Parar no estacionamento do subsolo é gratuito durante a primeira·meia hora e há uma pequena taxa a cada meia hora posterior.





















Informações traduzidas do site da Biblioteca.

Diário para um viajante - Palmira - Síria

A umas três horas de carro de Damasco, em direção ao nordeste, há um notável sítio arqueológico: Palmira, chamada na Bíblia de Tadmor.

Esse oásis, que fica a meio caminho entre o Mediterrâneo e o rio Eufrates, é regado por mananciais subterrâneos cujas águas afloram ali, procedentes das montanhas situadas ao norte. 

A antiga rota comercial entre a Mesopotâmia e o Mediterrâneo seguia o Crescente Fértil, bem ao norte de Palmira.

Contudo, no primeiro século, a instabilidade política no norte fez com que a rota sul, mais curta, fosse preferida pelos viajantes. Localizada nessa rota comercial, Palmira atingiu o auge de sua prosperidade.

Sendo útil a Roma como ponto estratégico para defender o lado oriental do império, Palmira foi integrada na província romana da Síria, mas por fim foi declarada uma cidade independente. 

Numa rua ornada com colunatas magníficas havia grandes templos, arcos monumentais, banhos e um teatro. Os pórticos em cada lado eram pavimentados para a passagem de pedestres, mas a via principal não era pavimentada, para a conveniência das caravanas de camelos que passavam por ali. 

As caravanas que percorriam a rota comercial que ligava a China e a Índia (no Oriente) ao mundo greco-romano (no Ocidente), se abasteciam em Palmira. Ali os comerciantes eram obrigados a pagar impostos sobre a seda, as especiarias e outros bens que transportavam.


Zenóbia acorrentada

Zenóbia foi uma rainha na cidade de Palmira do século III que assumiu o controle do Império de Palmira depois da morte do marido, Odenato, em 267, juntamente com o filho Vabalato.

Já em 269, ela havia expandido seus domínios conquistando o Egito, de onde expulsou o prefeito, Tenagino Probo, que foi decapitado depois de fracassar em sua tentativa recuperar a província.

Ela governou até 274, quando foi derrotada e levada prisioneira para Roma pelo imperador Aureliano.

Sua pele era morena, bem morena, e seus dentes, brancos como pérolas, destacavam ainda mais os grandes olhos negros, que brilhavam acentuando ainda mais sua beleza. Sua voz era forte, possante como convinha a uma líder. Sua cultura era apropriada à de uma rainha, que falava mais dois idiomas além do seu.




Entre as ruínas se destaca o Templo de Bel, a grande colunada, uma avenida de colunas que atravessa imponente a cidade terminando no Templo Funerário, o Arco Monumental, o Castelo de qala´at ibn Maan, localizado sobre uma colina dominando a cidade e o Museu, localizado entre as ruínas e a nova cidade, que guarda excelentes peças de Palmira.

O nome "Palmira" refere-se, tal como o prenome feminino, às palmeiras — árvore que supostamente existiria aí em grande quantidade.

Palmira tornou-se parte da província romana da Síria durante o reinado de Tibério (r. 14–37 d.C.).

A cidade continuou a desenvolver-se e a ganhar importância até que se tornou uma cidade livre, sob o império de Adriano, em 129.




Nos séculos I e II, a arte e arquitetura de Palmira, resultou em um encontro de de civilizações, conjugando o greco-romano com as técnicas locais e as influências persas.

Esta cidade apresenta um exemplo único da urbanização antiga, com algumas partes em estados de conservação excelentes, como é o caso da ágora, do teatro e de alguns templos. Juntamente com estes há zonas habitacionais e imensos cemitérios no exterior das muralhas. Palmira exerceu uma inequívoca influência na evolução da arquitetura neoclássica da urbanização moderna.

As ruínas de Palmira na Síria são um dos mais belos conjuntos arqueológicos de ruínas romanas do mundo. Todas as horas são boas para ver algo tão belo, mas é ao fim do dia, quando o intenso calor do deserto acalma e o Sol se esconde, que estas atingem o esplendor da sua magia, e nos levam para tempos longínquos em que esta cidade era um importante ponto de paragem nas caravanas da rota de seda.



De longe a colunata coríntia denuncia sua espetacular grandiosidade. A chegada a Palmira é um fabuloso choque entre o deserto e a abrupta imagem que se abre, um imponente conjunto de ruínas, das maiores e mais importantes do planeta, só muitos séculos depois perdeu importância para Damasco e Aleppo. 

A moderna Tadmor, no mesmo local da antiga Palmira, situa-se junto ao oleoduto Kirkuk-Trípoli, no cruzamento das rodovias que cortam o deserto da Síria.

Aproximavam-se tanto as ruínas daquela que foi uma das mais importantes cidades da Rota da Seda quanto o acesso à fronteira da Síria com o Iraque. 

Aqui o Iraque fica a 150 Km. Aliás, se o deserto sírio tem um coração, ele está em Palmira, e se tudo se aprece com um deserto, é aqui, na beira da fronteira com o Iraque que ele melhor se caracteriza. 

E as ruínas de Palmira são indubitavelmente um grande prêmio para os olhos depois de uma viagem tão longa pelo deserto.

















































































Marcello Lopes

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A maior biblioteca pública dos Estados Unidos

Existe um grande número de lojas abandonada nos Estados Unidos, que, durante as últimas décadas, ficam largadas em espaços enormes à espera de novos donos. 

Mas ao menos um desses terrenos ganhou utilidade e se transformou na maior biblioteca pública do país.

A empresa Meyer, Scherer & Rockcastle transformou uma antiga loja Walmart abandonada na cidade de McAllen, Texas, em uma biblioteca de 124.500 metros quadrados, a maior biblioteca pública de um único piso dos EUA. 

A reforma derrubou o teto antigo e as paredes do edifício, deu ao que sobrou uma demão de tinta branca e começou a trabalhar adicionando espaços envidraçados, detalhes arquitetônicos que aumentavam a luminosidade interna e muitas fileiras de livros.

Hoje, a McAllen Pubilc Library tem uma sala acusticamente separada para jovens, 16 espaços para reunião, 14 salas de estudo e 64 laboratórios de informática. 

Além disso, espaços anexos incluem um auditório, uma galeria de arte, um sebo e um café.


Início das obras






















Matéria publicada no site Catraca Livre < https://catracalivre.com.br/geral/arquitetura/indicacao/loja-abandonada-vira-maior-biblioteca-publica-dos-eua/> acessado no dia 10/09/2014 às 15:00

Fotos: Meyer, Scherer & Rockcastle