segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Manet, o rebelde de casaca

Após a revolução romântica de Delacroix, seria Edouard Manet quem iria desempenhar o papel de chefe da nova escola artística na França. Em parte, mais pelos escândalos que suas telas causariam do que pela compreensão de sua obra. Não se pode deixar de dizer que havia ainda muito de tradicional na pintura de Manet, fecundada que estava pela tradição do realismo que partia de Caravaggio, da pintura espanhola, de Franz Hals e da modernidade objetiva deCourbet (aliás, ainda não se estudou devidamente a sombra deste artista dentro do ateliê de Manet).

Suas pinturas de temas cotidianos realmente estão na clave da "modernidade" preconizada por Baudelaire, mas ele está longe dos avanços impressionistas. O que atraía os jovens revolucionários da arte francesa talvez seja sua técnica livre e ousada, suas cores claras, dadas por manchas que contrastam com negros aveludados e cinzas sutis. No entanto, a pincelada livre, a claridade e a luminosidade dos impressionistas não se encontram na pintura de Manet, onde uma exuberante cor sombria, com negros e pardos alternando-se com raros tons claros, o coloca dentro da tradição citada.

"Le charme inattendu d´un bijou rose e noir", como diz o verso de Baudelaire sobre a obra Lola de Valença, gerou incompreensão no público, que não aceitava essa mistura de vermelho, azul, amarelo, negro, que lhes parecia uma caricatura da cor e não a própria cor.

Um dos maiores escândalos de Manet foi apresentado no Salão dos Recusados, de 1863, que concentrava uma multidão de obras recusadas pelo Salão oficial. A tela se chamava O Banho, também chamada Divertimento a Quatro e, posteriormente, Déjeuner sur l´herbe (Piquenique na Relva). O tema da pintura pareceu ousado à maioria dos espectadores, embora fosse inspirado no tema clássico do Concerto Campestre de Giogione e numa gravura de uma composição perdida de Rafael.

O incômodo causado pela pintura se deve a várias razões: a concepção puramente realista dos nus, cujas formas não idealizadas são firmemente sublinhadas por um contorno pronunciado (o que trazia um ar de grosseria à pintura e porque não pensar no desenho japonês que circulava em Paris e que aparece no retrato de Zola?), as sombras violentamente contrastadas, e a atualização da cena para o mundo contemporâneo (o tema da prostituição moderna). Outra novidade, embora ainda tímida, é que a tela, mesmo sendo trabalhada dentro do ateliê, transmitia uma leve sensação de pintura ao ar livre. Esse frescor não era comum ao gosto dos apreciadores da arte do Salão.

Um dos críticos que resumia a rejeição a Manet é Jules Castagnary, que sobre ele disse: "Isso é Pintura? Nem um único detalhe alcançou sua forma exata e final. Vejo dedos sem ossos e cabeças sem crânios. O que mais vejo? A falta de convicção e de sinceridade do artista". A crítica se apoiava em exigências de critérios clássicos, já devidamente abandoados por Manet.

Parece que ninguém percebeu a citação de Manet à tradição e se percebesse veria sua pintura apenas como paródia grosseira. Os críticos modernos é que fazem uma leitura positiva do fato de que Manet denuncia ao espectador que o quadro é uma construção, vendo nesse aspecto sua modernidade. Mas os críticos modernos adoram citação, pastiche e paródia...

E se Manet estivesse acreditando que seu público era sofisticado e esperasse dessas pessoas o reconhecimento a alusão às obras-primas do passado? Essa crença não seria o que causava em Manet surpresa quanto à recepção tão negativa do público e dos críticos a seus quadros? Mas o fato é que na época ninguém discutiu ou se referiu a possível relação entre, por exemplo, Olympia e a Vênus deTiciano, que era o modelo que inspirou Manet.

Vinte e três anos mais tarde, Zola vai descrever no seu romance A Obra a estridente agitação, os risos, as injúrias e a violenta polêmica que Piquenique na Relva causou. Manet chocou-se com a reação do público, pois se sentia partícipe da tradição dos grandes mestres antigos.

Outras obras de Manet seriam criticadas por não passarem, como disse um crítico, de "brinquedinhos espanhóis preparados com molho negro de Ribera e Zurbaran". Manet, no entanto, ainda se achava orgulhoso de pertencer à linhagem de seus antecessores e sabia que sua liberdade não era moderna, no sentido de uma ruptura com o passado. Ele reconhecia que suas licenças assentavam-se na liberdade técnica dos antigos e modernos espanhóis.

Algumas referências são óbvias e marcantes: A execução do Imperador Maximiliano não faz pensar em outra coisa que no Três de Maio deGoya e O Balcão é também inspirado em Goya, especificamente em Manolas no Balcão.



Outro escândalo foi sua Olympia, exposta no Salão de 1865, com a modelo nua inspirada na Vênus de Urbino de Ticiano, como já disse acima, e pelo espírito e a técnica moderna de Goya em Maja Desnuda. O público viu no quadro apenas uma apologia da prostituição e a crítica a chamou de "a odalisca de ventre amarelo", "Vênus com gato", uma "espécie de gorila fêmea". Só Zola e Baudelaire ousaram defender radicalmente a tela.

Theophile Gautier fez a denúncia radical da posição de Manet e de sua obra: "Manet tem a honra de ser um perigo. Não é possível entender Olympia de nenhum ponto de vista, mesmo considerando-a pelo que ela é, um insignificante modelo estendido num lençol. A cor da carne é suja, o modelado inexistente. As sombras são indicadas por borrões negros, mais ou menos grandes. Aqui há apenas, lamentamos dizer, o desejo de chamar a atenção a todo custo".

Um século antes, Diderot dissertava sobre o nu na arte dizendo que um simples nu não ofende por sua nudez, mas "calçai duas chinelinhas bordadas nos pés de Vênus e haveis de sentir uma acentuada diferença entre o decente e o indecente; é a diferença entre a mulher que se vê e a que se exibe". Essa descrição não faz pensar em outra coisa que em Olympia.

Émile Zola fez a defesa de Manet, criando a linha de análise formalista de sua obra que contaminaria muitos estudiosos posteriores. Ele disse: "Diga-lhes, caro mestre, que um quadro para o senhor é apenas um pretexto para análise. O senhor precisa de uma mulher nua e escolheu Olympia, a primeira que apareceu; precisava de tons claros e acrescentou um buquê, precisava de tons escuros e colocou num canto uma negra e um gato". Estamos próximos do comentário de Matisse que, quando uma mulher lhe disse que o braço da mulher que ele pintou era longo demais, retrucou dizendo que aquilo não era uma mulher, mas uma pintura.

Mas será que, como querem os críticos formalistas, Manet realmente estava intelectualizando um processo que no fundo nada tinha de intelectual? Olympia seria mesmo apenas um "pretexto para análise" ou, como o considerou Kenneth Clark, uma magnífico estudo de branco sobre branco?

O fato é que o nu na pintura é uma cultura projetada por homens em benefício dos homens. E como disse Kenneth Clark: "Não importa quão abstrato, um nu que não desperte no espectador pelo menos uma leve aceleração do interesse sexual é má arte e falsa moral". Os belos nus clássicos que inundavam as exposições dos salões deveriam povoar impunemente os sonhos eróticos dos espectadores burgueses, ainda mais se estivessem levemente tingidos por um aspecto rosáceo e rococó, como no caso das deliciosas curvas daVênus de Cabanel.

E as "prostitutas" de Manet não eram a forma delicada e distanciada sob a qual a cultura do século XIX deixaria exibir os objetos do desejo masculino. Manet não apelava ao álibi do distanciamento produzido pelo uso da mitologia ou do orientalismo, recursos adotados por artistas como Bouguereau, Cabanel e Ingres, entre outros, para colocar mulheres nuas e levemente sensuais nas telas.

Não há dúvida de que parte da irritação causada pela tela diz respeito ao tema das prostitutas de luxo dos tempos modernos (hoje chamamos de serviço de "acompanhantes"), com o agravante de que Manet nos insere no quadro, como clientes possíveis dessa mesmademi-mondaine, ao qual acabamos de entregar flores. Nossa presença é tão vívida que acaba por assustar o alvoraçado gatinho sobre a cama de Olympia.

De um escândalo a outro, ainda restaria produzir um último, que fecharia a vida de Manet como sua derradeira obra: Um bar no Folies-Bergère, de 1881. Na tela aparece o interior de um café, bastante movimentado pela presença de inúmeras pessoas refletidas em um espelho frente ao qual aparece uma lânguida garçonete.

Segundo Jorge Coli, no ensaio "Manet: o enigma do olhar", na tela "acham-se os efeitos de olhares, de espelhos, os interiores esfumaçados da modernidade (...) e essa indiferença fundamental dos seres, misteriosa e vazia, própria a Manet ou, segundo ele, a atualidade moderna, sem sentimentalismo, sem memória, sem história".

Qual a origem do escândalo e também da rejeição da obra? Alguns críticos diziam que Manet havia voltado a pintar como uma criança, tamanhas as incorreções do quadro. Mas há outro incômodo. Esta seria outra obra sobre a prostituição moderna.

No lado esquerdo da garçonete aparece o reflexo dela (pintado de forma incorreta, pois o reflexo deveria estar atrás da moça) e a presença de um burguês que possivelmente trava com ela um diálogo. Sabe-se que por causa dos baixos salários, as garçonetes completavam seus rendimentos prestando serviços sexuais a estes senhores que freqüentavam os cafés.

Manet revela para todos que aquele cavalheiro, freguês costumeiro da lanchonete, e que frequentava também os Salões, era o mesmo que comprava serviços sexuais de uma funcionária de lanchonete.

Seria a Vênus da Terceira República, vestida com seu uniforme de trabalho, que consistia num corpete de veludo azul apertado, cheio de lacinhos e de gola quadrada, sobre uma saia comprida, apenas uma mulher de aluguel? Como o Folies Bergère era um mercado de prostitutas, toda garçonete deveria ser uma?

 



Há também na obra uma novidade conceitual, que revela um descaso com a tradição, mas que aponta um novo olhar para a concepção da representação. Segundo Beth Brombert, em seu livro Manet: o rebelde de casaca, "o deslocamento de sua imagem frontal com sua imagem refletida transmite a tensão entre o que ela representa para o cliente costumeiro da casa e como o pintor a vê, ou como ela própria se vê". Como não pensar no jogo de espelho de As Meninas, deVelázquez?

Quando Manet morreu, Degas acompanhou o enterro e se reservou o direito a apenas um comentário: "Ele era maior do que nós acreditávamos". Era o reconhecimento daquele que se tornaria para vários artistas o pai da moderna arte francesa ou, se não, um rebelde que possibilitou a investigação da pintura não só como um ousado universo de temas atuais, mas um lugar para se discutir o próprio processo da pintura em si mesma.


Texto: Jardel Dias Cavalcanti

- Publicado no site Digestivo Social em 17/05/2011

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Zoersel Biblioteca Pública - Bélgica


Zoersel é um município da Bélgica localizado no distrito de Antuérpia, província de Antuérpia, região da Flandres.



































quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Biblioteca pública de Estocolmo - Suécia

A Biblioteca Pública de Estocolmo (Stockholms Stadsbibliotek) - Fotos: Peter Janzon









Biblioteca Skärholmens - No subúrbio de Estocolmo - Suécia

A biblioteca de Skärholmens está localizada no interior de um shopping center.

Localizada bem próximo a uma praça e na saída do metrô.

A biblioteca apresenta uma seleção de livros e jornais em inglês, francês, espanhol, turco e árabe e uma pequena quantidade de livros em português.

Na biblioteca é possível agendar um horário com o bibliotecário para uma pesquisa mais detalhada ou para respostas que necessitam de uma compreensão maior por parte do funcionário. 

Na biblioteca é possível reservar salas para grupos de estudo.

E há um serviço para ajudar os usuários em período escolar com a lição de casa. 

Para aqueles que querem aprender o sueco, existem estúdios com dicionários, computadores e programas didáticos para o aprendizado da língua, os usuários podem reservar as estações de estudo por 2 horas, feitas através do cartão da biblioteca.












Fotos: Peter Janzon
Publicado inicialmente aqui

terça-feira, 14 de julho de 2015

Veja 8 grandes hábitos para melhorar muito o seu rendimento nos estudos

Quanto maior o uso do cérebro humano, a capacidade de aprendizagem é potencialmente ampliada. As pessoas com essa taxa maior costumam ser aquelas que têm facilidade de aprender rapidamente sobre qualquer assunto. No entanto, muitos não sabem como atingir esse estágio educacional, mesmo interessando-se por ele. Assim, se você quer aprender rápido, confira as dicas:

1 – Não tenha medo de dizer que não sabe

Você poderá compreender de fato um conteúdo quando admitir que não entendeu tudo que foi explicado. Selecione os pontos que não ficaram claros e busque os professores para solucionar os problemas. Essa atitude é muito saudável para o seu desenvolvimento escolar.

2 – Simplifique

Você precisa tentar simplificar ao máximo a resolução dos problemas que tiver que enfrentar. Mesmo que o caso seja complexo, reflita sobre como você pode fazer para tornar tudo mais fácil e conseguir um resultado positivo.

3 – Aprenda quando parar

Estudar sem parar não é sinônimo de bom rendimento e, por isso, você precisa conhecer seus limites. O estudo excessivo pode cansar a mente e, consequentemente, diminuir suas capacidades de raciocínio. Por isso, entenda qual seu ponto de ótimo rendimento e qual o oposto e respeite-os.

4 – Entenda que algumas perguntas não têm respostas

Provavelmente enquanto estiver estudando, se deparará com questões que as respostas ultrapassam a complexidade que você consegue entender. Por isso, não fique frustrado!

5 – Explique o tema para outras pessoas

Para ter certeza de que aprendeu tudo, dê uma espécie de aula para algum colega. Agindo dessa maneira, você é capaz de perceber quais tópicos precisa estudar mais, além de reforçar a fixação do conteúdo.

6 – Seja positivo

Tente sempre enxergar o lado bom dos estudos e não se incomode com a quantidade de esforços que precisará mobilizar para tal. Pense sempre que você terá resultados no futuro, que farão os desafios valerem à pena.

7 – Peça ajuda

Tenha consciência de que algumas pessoas sabem mais do que você e, por isso, não tenha vergonha de pedir ajuda para elas. O contato com novas visões é essencial para que você consolide seu conhecimento. Além disso, você pode utilizar de ferramentas online para tentar melhorar seu rendimento escolar.

8 – Seja seletivo

Não se contente com qualquer tipo de respostas que te fornecerem. Sempre avalie a veracidade das informações e, se possível, cheque em mais de uma fonte. Assim você diminuirá as chances de estudar uma informação possivelmente errada.

Fonte: Universia Brasil

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Por que quem lê tem mais chances de alcançar o sucesso profissional?

A leitura é um hábito essencial na vida das pessoas para que entrem em contato com novos assuntos e consigam criar um bom senso crítico. Mas você sabia que pessoas com hábito de ler tendem a ser bem-sucedidas profissionalmente? Assim, investir na leitura é o primeiro grande passo para chegar ao sucesso.

A seguir, confira motivos por que os leitores têm mais chances de conseguir um bom futuro profissional do que as outras pessoas:

1 – Aumenta o foco

As pessoas que gostam de ler costumam não conseguir abandonar o livro que têm em mãos, porque desejam muito saber qual o final da obra. Os bem-sucedidos agem da mesma forma: mantém o foco até atingirem a meta que se propuseram. Como estão acostumados com isso no âmbito da leitura, a transferência para o universo profissional é mais simples.

2 – Faz com que o indivíduo estabeleça objetivos

Quando um leitor inicia um livro, estabelece metas, como a quantidade de páginas que lerá por dia ou o prazo em que deverá ter finalizado a leitura. Assim, essas pessoas costumam ser bem-sucedidas, porque carregam a mesma característica para os trabalhos que precisa desenvolver no trabalho. Eles se mantêm dentro de uma estratégia que fará com que alcancem os objetivos.

3 – Gastam o tempo de maneira inteligente

Os leitores costumam aproveitar todos os momentos livres que têm para ler mais um pouco como, por exemplo, no transporte público. Assim, no ambiente de trabalho, planejam todas as atividades para que as realizem da maneira mais rápida e eficiente possível.

4 – Têm perspectiva

Como leem muitos tipos de livros, essas pessoas conseguem enxergar a realidade por vários ângulos diferentes. Torna-se, então, mais fácil de criar estratégias que funcionem, além de resolver os problemas muito mais rapidamente.

5 – Refletem muito

Ao entrarem em contato com diferentes tipos de leitura, as pessoas aumentam a capacidade de refletir profundamente sobre diversos assuntos. Assim, transferem essa característica para o âmbito profissional e, consequentemente, pensam em soluções para os problemas mais rapidamente que as pessoas que não possuem o hábito de leitura.

6 – Têm boas habilidades de escrita e leitura

Ler e escrever são duas funções intrinsecamente ligadas e, por isso, quando uma melhora a outra tende a melhorar também. Dentro das empresas, independentemente da área de atuação da pessoa, é comum que a comunicação por meio da boa escrita seja valorizada. Além disso, ler com atenção faz com que as pessoas compreendam melhor as atividades que precisam realizar.

7 – Aumentam a memória

Quanto mais você lê, maior sua capacidade de memorizar informações. O cérebro humano pode armazenar infinitos dados, mas precisa ser estimulado para tal e a leitura é capaz de proporcionar esse fato. Assim, você conseguirá reter melhor o que for falado no trabalho, dificultando as chances de você esquecer-se de alguma atividade importante. Ler é um exercício que deveria ser feito todos os dias, para que o leitor consiga tirar o máximo de proveito possível da situação.

8 – São informados

A leitura faz com que as pessoas fiquem mais informadas sobre o mundo ao redor: os noticiários o mantém por dentro de tudo que acontece e os livros fazem com que entenda pensamentos da época em que foram escritos, podendo relacionar literatura e história. No mercado de trabalho, as pessoas bem informadas são valorizadas e, por isso, é ideal que você invista para criar hábitos de leitura. Mesmo que não goste muito, tente ao menos entrar em contato com notícias.

Publicado na Universia Brasil

segunda-feira, 11 de maio de 2015

John K. King - Livraria




Um jornalista espanhol em um artigo disse que a livraria John K King poderia ser usada como inspiração para o escritor Carlos Ruiz Zafón em uma continuação do livro A Sombra do Vento, pois a livraria se parece e muito com o cemitério dos livros perdidos.

Localizada em uma antiga fábrica construída nos primeiros anos do século XX, pintada de azul celeste, esse edifício de ladrilho guarda a livraria especializada em livros usados e raros, alguns deles com relativo valor.






A blogueira de Detroit fez uma visita à livraria











A John K King é a mais antiga e maior livraria de usados e raros de Detroit, são 4 andares + o porão repletos de livros de todos os tipos, gêneros.

Nas prateleiras há diversos avisos com a exata localização dos gêneros e diversas banquetas para se alcançar as prateleiras mais altas.