terça-feira, 24 de junho de 2014

Concerto para piano n°4 - Beethoven

Adolph Bernard Marx, biógrafo do compositor associou a passagem do movimento lento do concerto ao mito de Orfeu, em que o canto do personagem doma os guardiões do Hades, o reino dos mortos, onde ele entra para resgatar Eurídice, sua amada.

Essa analogia nunca foi expressa pelo compositor, mas, publicada em plena época romântica, acabou tornando-se popular.

Beethoven compôs este concerto em um período em que a sua reputação como compositor de música sinfônica e vocal começava a correr solta pela Europa.

Particularmente, os anos de 1805 até 1808 são de uma incrível fertilidade: Beethoven completou a série dos quartetos dedicados ao conde Razumovsky, a Sonata nº 23, op. 57 (“Appassionata”), o Concerto para Violino, as Sinfonias nº 4 e 5, além desse Concerto para Piano nº 4.

O otimismo surgia após as tormentas e incertezas dos anos anteriores, época onde constatara a irreversibilidade do processo de surdez. Esse segundo período da produção de Beethoven, que se estende de 1803 até 1812, é marcado pelo ímpeto da renovação estilística, desencadeado pela composição da Sinfonia nº 3 (1803), verdadeiro divisor de águas da música ocidental.

Durante esses anos, Beethoven também manteve um interesse constante pelas referências extra-musicais, prova disso é a composição do oratório Cristo no Monte das Oliveiras, além de uma série de aberturas para músicas dramáticas, Coriolano, Fidélio e Leonora I.

No plano que nos interessa, o Concerto para Piano nº 4 representa o pleno estabelecimento de uma nova estética dentro da literatura concertística. O piano é tocado de modo inusitado, livre, ziguezagueando em improvisações aparentemente avulsas do rigor formal.

Na verdade, essa riqueza de elaboração conota um novo tratamento da estrutura formal, algo que já se vislumbrava nas suas sinfonias. Há uma mudança definitiva em relação ao concerto do século XVIII. Notemos a maneira com que o tema principal do primeiro movimento é exposto: uma melodia de notas repetidas e alijada de qualquer introdução.

Toda a música que se segue, explora, com eloqüência, a dualidade de caráter dos temas, entre o cândido e terno, por um lado, e o impulso agressivo, por outro; contraposição essa tão cara à música de Beethoven.




Texto: Eddynio Rossetto

terça-feira, 3 de junho de 2014

Sufismo


Uma definição de Sufismo, a partir de seu nome é algo difícil de ser feito, visto haverem várias formas de interpretar a sua raiz arábica: SF. Uma das interpretações mais em voga é a que o Sufi é aquele que faz uso do manto rústico tecido de lã (sûf) enquanto que outra linha de interpretação faz derivar o nome do sopro do conhecimento místico que nasce do coração (Sôf). Uma terceira linha faz nascer o nome não de uma raiz árabe, mas sim grega, Sophos, ou conhecimento.

De qualquer maneira, a forma mais aceita de interpretar o Sufi e o Sufismo é utilizando não a sua origem lingüística, mas sim os seus objetivos: em termos gerais, o Sufi é todo aquele indivíduo que acredita que é possível ter uma experiência direta de Deus e que está preparado para sair de sua vida rotineira para se colocar debaixo das condições e meios que lhe permitam chegar a este objetivo. Neste contexto, o Sufi é considerado como o protótipo de todo místico que busca a União. Um exemplo vívido nos é apresentado por Djalalludin Rumi.

O Sufismo é atualmente mais equacionado com uma forma islâmica de misticismo, que tende a abraçar diferentes maneiras e tipos de técnicas, mas todas voltadas a uma busca de uma comunhão direta entre Deus e o homem. É uma esfera de experiência espiritual que corre em paralelo com a prática do Islã, que deriva da revelação profética e se desenvolve na Shari’a e na teologia muçulmana.


Como religião codificada, o Islã não pode admitir que a experiência mística possa ocorrer em paralelo e como experiência pessoal única, o que gerou as tensões e questionamentos que o Sufismo islâmico sempre sofreu ao longo de sua trajetória. O objetivo tanto do Islã quanto do Sufismo é conduzir o praticante em direção à Verdade ou Realidade. Dentro do Islã como religião revelada, tal objetivo seria obtido através da prática dos preceitos religiosos enquanto que no Sufismo, além destes preceitos, entrariam também em jogo uma série de fatores intuitivos e emocionais que, segundo a teoria do Sufismo, estariam dormentes na maioria dos seres humanos e que, sob uma supervisão correta, poderiam ser despertos e desenvolvidos.

Este desenvolvimento recebe o nome de Caminho e o viajante no caminho (salak at-tariq) busca eliminar os véus que ocultam a sua experiência do Real e assim, vir a transformar-se ou absorvido na Unidade indiferenciada. Embora não seja um processo intelectual, o Sufismo acabou gerando uma série de formulações teórico/práticas que constituíram verdadeiras linhas filosófico/místicas que acabaram se constituindo em verdadeiras formas de reação contra um Islã cada vez mais sistematizado em termos de leis e teologia sistemática, objetivando uma liberdade espiritual através da qual os sentidos espirituais intrínsecos do ser humano pudessem ser amplamente utilizados. Os vários caminhos (turuq, tariqa no plural) estão preocupados com este objetivo e não na justificativa religiosa ou não.

O Sufismo inicial representava uma expressão natural da religião pessoal em contraposição à expressão religiosa do grupo. Era a afirmação do direito pessoal em seguir uma vida de contemplação e de busca de contato com a fonte de ser e realidade, acima de qualquer forma institucionalizada de religião baseada em mera autoridade, numa relação Mestre-Discípulo unilateral, com sua ênfase na observância ritual e num moralismo legalístico. O espírito da piedade Corânica acabou fluindo para dentro das vidas e práticas, assumindo formas de expressão diversas, como encontradas no zickr (rememoração), dos antigos ascetas (nussak) e devotos (zuhhad). Estes buscadores, depois de obterem uma experiência de comunhão direta com Deus garantiam que o Islã não estava confinado dentro de uma diretiva moralística. Seus objetivos eram de alcançar uma percepção ética.

O Sufismo teve seu desenvolvimento dentro do corpo da religião Islâmica e, na sua origem pouco deve a influências não-muçulmanas, embora recebendo algumas tinturas da vida ascético-mística cristã e do pensamento do Cristianismo Oriental. Os mestres iniciais estavam mais preocupados com as experiências do que com a teorização teosófica.

Buscavam mais guiar que ensinar, direcionando o aspirante ao longo das suas experiências, buscando sempre um conhecimento isento dos perigos da ilusão, através do qual o aspirante pudesse obter um acesso à verdade espiritual. Na prática, o Sufismo consiste em sentimentos, percepções e revelações, ou insights pessoais que são alcançados através de uma série de passagens por estados de êxtase. Assim, o ensinamento se seguiria à experiência.

Neste caso, o êxtase seria entendido como fases distintas de negação de aspectos prévios do ser e a incorporação de novos estados e a ativação de novas potencialidades, sendo que este processo sempre é acompanhado de sentimentos, emocionalidades e intuições que nada tem a ver com o êxtase na sua definição mais ‘mediúnica’ de negação (ou suspensão temporária) da consciência pessoal.

Aqui é feita uma distinção entre as duas formas de expressão externa da experiência do postulante: o estado de êxtase (ghalaba, defendido por Bistami), onde o indivíduo demonstra, através de gestos, palavras, cânticos ou até mesmo pela alteração de seus comportamentos e presença física, aquilo que está experimentando internamente e na sobriedade (sahw, defendido por Junaid), onde o indivíduo não deixa transparecer nada aquilo que lhe está acontecendo. Com o passar do tempo, esta última postura tornou-se a mais valorizada, pois era considerada como ‘segura’ pela ortodoxia religiosa.

Os grupos sufis iniciais eram bastante frouxos e mutáveis, com os discípulos viajando em busca de mestres, outros ganhando seu sustento com trabalho e outros mendigando. Aos poucos vão se formando locais de reunião para tais tipos de viajantes e cada um estava associado com algum tipo de função: as hospedarias, em certas regiões da Arábia (ribats) tem esta origem, no Korasan, estes locais estavam associados com casas de repouso, hospitais e hospícios (khanaqah) enquanto que outros eram retiros (khalwa ou zawya), geralmente sob a orientação de um diretor espiritual.

Com o tempo, todos estes termos passaram a representar um local de reunião sufi. Já no século XI encontramos estruturas Sufi, com locais de reunião, exercícios espirituais, meditação e retiros bem organizados, embora o pessoal que deles participava ainda era bastante não freqüente e que migravam de mestre a mestre. Com o passar do tempo começaram a dispor de um pessoal mais permanente e finalmente, assumiram as características de verdadeiras linhagens espirituais, abrindo o caminho para um processo de institucionalização.

Assim surgem as ordens Sufi, geralmente girando ao redor do místico fundador, e surge o processo de admissão de um postulante à uma Silsila (cadeia contínua de autoridade e de transmissão de conhecimento).

Freqüentemente uma Silsila, por um processo de desdobramento ou de quebra, dá origem a outras linhagens que lhe são parentes, criando uma infinidade de subordens que irão, por sua vez passar pelo mesmo processo. Tal mecanismo está em franco desenvolvimento nos dias atuais, principalmente devido ao fato do grande interesse dos Ocidentais por estas Ordens, o que facilitou este processo de multiplicação.



Em termos esotéricos, o Sufismo não se diferencia da busca pela União que já é encontrada nas propostas místicas anteriores ao Islã, a Cabala Judaica, as propostas Platônicas e Neo-Platônicas, o Gnosticismo e o Misticismo Cristão precederam e deram um embasamento para o Sufismo Islâmico.

Dentro deste contexto maior, o Sufismo, assim como as formas que lhe precederam recebem o nome de Trabalho, ou seja, o processo ativo de aperfeiçoamento do indivíduo para que este se torne capaz de perseguir o fim último de seu ser: a União Mística com o Absoluto. Nesta perspectiva não seria possível estabelecer-se qualquer diferencial entre uma linha com outra, afora as diferenças exteriores de apresentação e contexto cultural. Essa é uma das formas de entender o que é chamado de Tradição Perene, ou Filosofia Perene, que representa a essência dos conhecimentos e praticas capazes de conduzir o individuo a um desenvolvimento harmônico de suas potencialidades.

Assim cada uma destas linhas e escolas, que tentaram preservar e desenvolver este conhecimento, são expressões desta Tradição Perene em diferentes épocas e culturas. Cada uma delas assumiu uma forma especifica, mística, religiosa, artística, filosófica ou cientifica, de acordo com o momento em que surgiram e se desenvolveram.

Assim o problema fundamental que se apresenta ao postulante é o mais crucial de todos: o que ele realmente deseja; a busca da União, com tudo que isto representa ou a busca de um apoio religioso e institucional. Isto com freqüência não é bem analisado pelo postulante que acaba confundindo ambos os objetivos.

O GRANDE SUFISMO

O Sufismo tem sido reconhecido por muitos autores como um dos maiores representantes da espiritualidade e importante fonte de conhecimentos e práticas do caminho místico.

Seu objetivo básico é o de prover ao ser humano, um caminho real e bastante abrangente de crescimento e desenvolvimento de suas potencialidades, buscando conduzir o ser humano de volta à sua dimensão de perfeição, fim último de qualquer caminho místico verdadeiro.

Muito da proeminência que o Sufismo desfruta vem do fato dele conter elementos oriundos de outras tradições e de ter dado continuidade a elas incorporando-as dentro de seu processo. Isto acabou por conferir-lhe um caráter mais universal, mesmo estando inserido dentro do contexto do mundo Islâmico.

É possível perceber esta influência especialmente durante a Idade Média e Renascença, que se estendeu aos Cristãos, Judeus e outras escolas esotéricas. Também influenciou o desenvolvimento da Filosofia, principalmente com a tradução e divulgação dos textos gregos, Ciências como a medicina, a matemática, a astronomia e as Artes.


Uma das versões sobre o início do Sufismo remonta aos indivíduos que surgiram depois da morte do profeta Maomé. Estes indivíduos se retiraram para o deserto ou áreas de menor evidência quando se iniciaram as disputas pelas sucessões dos Califas. Essa atitude buscava preservar e dar continuidade aos conhecimentos que eles haviam recebido principalmente de Ali e de Abu Bakr, ambos companheiros mais próximos do Profeta. Segundo a tradição, Maomé teria confiado principalmente a eles, os aspectos mais esotéricos do conhecimento que possuía, ou seja, sua dimensão mística ou espiritual.

Em contato também com outras tradições, estes indivíduos foram os maiores responsáveis pelo desenvolvimento da dimensão mística do Islã, e aos poucos foram formando escolas e ganhando importância como representantes da espiritualidade.

Eles e seus discípulos começaram a ser conhecidos como Sufis, e a inserir suas escolas na comunidade, resgatando e ensinando o caminho místico da Verdade e da Unidade Divina, a exemplo do próprio Maomé.
E isto não aconteceu através do ascetismo clássico de abandono e negação, mas pela verdadeira pobreza espiritual.

Nesta pobreza, o coração imerso no Amor, abandona o seu apego ao mundo para unir-se a Deus. Isso acontece sem que, necessariamente, deva-se abandonar o mundo, ou afastar-se da sociedade. Afinal, não haveria sentido em ensinar a Unidade rejeitando uma parte da expressão do Absoluto. Como bem resume um ditado: “O sufi é aquele que está no mundo, mas não pertence a ele.”

Como seu maior propósito está na busca pela Presença Divina, e também por ter incorporado elementos de outras tradições, o Sufismo acabou por adquirir um caráter mais universal. E por isso também, foi muitas vezes reconhecido como a essência das religiões e da espiritualidade. Prova disso é que dentro de grupos sufis é comum encontrar-se indivíduos de diversas religiões e tradições.

Esta irmandade

não tem nada a ver com ser elevado ou baixo,

esperto ou ignorante.

Não existe uma assembléia especial, nem um grande discurso,

nem se requer nenhum curso anterior.

Esta irmandade se parece mais com uma festa de bêbados 
cheia de trapaceiros, tolos, charlatões e loucos.

*

Não sou deste mundo e nem do próximo;

Nem do céu, nem do inferno.

Não vim de Adão nem de Eva;

Não moro no Éden nem nos jardins do paraíso;

Meu lugar é um não lugar, minhas pegadas não deixam marca.

Nada é meu, nem corpo nem alma.

Tudo pertence ao coração do meu Amado.

Eu desvesti todas as diferenças,

E agora vejo os dois mundos como um.

O Sufismo sempre se baseou em uma perspectiva perene e universal da espiritualidade. Por seu caráter humanista e de busca pela transcendência, ele é reconhecido como expressão e continuidade de uma tradição ainda mais antiga, responsável pela preservação e transmissão dos conhecimentos e práticas que visam o desenvolvimento do homem e da própria humanidade.

Este é o núcleo do Grande Trabalho, da tradição das Escolas de Sabedoria, que já foi representado pela Escola de Sarmung, e que também é chamado de Grande Sufismo, ou Sufismo Maior. Ele está no núcleo da própria espiritualidade, uma vez que permanece livre de qualquer outro condicionante ou estrutura, seja ela, religiosa, social ou cultural. Esta tradição foi também chamada por alguns autores de Filosofia Perene.

O Sufismo, assim como outras Escolas, recolhe e preserva o conhecimento das diversas tradições esotéricas e das outras áreas do conhecimento humano e produz um novo conhecimento, mais abrangente e adequado ao contexto cultural.


E é por isso que Sarmung, uma das últimas Escolas a cumprir este papel, tinha como símbolo a abelha, que recolhe o néctar de diversas flores, e que em sua colméia produz o mel. E é esse mel que, de tempos em tempos, é oferecido e reorienta a humanidade em seus caminhos de desenvolvimento.

Por toda esta liberdade e complexidade apresentadas acima, o Sufismo foi muitas vezes atacado dentro do próprio mundo Islâmico como sendo uma heresia. Talvez por isso, atualmente, o Sufismo venha perdendo exatamente os elementos de liberdade e universalidade que tanto o caracterizaram. Muitas vezes, acaba por restringir-se exclusivamente à perspectiva Islâmica, que jamais negou ou deixou de proteger e reverenciar, mas também à qual nunca havia se deixado aprisionar.

Outro processo bastante triste é a vulgarização do Sufismo através do oportunismo de certos indivíduos sem conexão com o processo, que surgem em função do destaque que ele recebeu nos últimos anos.

Esse padrão infelizmente vem atingindo não apenas o Sufismo. A degeneração e banalização da espiritualidade vêm se tornando um problema sério. A grande quantidade de informação tem colocado as pessoas em um grau acentuado de confusão. Por faltar referências no que diz respeito à espiritualidade é difícil desenvolver a capacidade de discriminar o que útil do que não é, e isso reduz em muito a chance de se fazer escolhas adequadas.

O objetivo não consiste em ter uma crença onde se apegar, mas sim, em procurar desenvolver uma qualidade de viver e de ser. É fundamental compreender que um caminho de desenvolvimento busca desvendar o maravilhoso mistério que se encontra em cada pessoa e em toda criação.

O conhecimento real não é simplesmente um conjunto de crenças ou dogmas, mas sim, a busca pela essência daquilo que cada um é e do significado da própria vida.

Por esse motivo nossa relação com o Sufismo não se deu através de uma dimensão religiosa, mas sim, por causa de sua característica universal. Ele expressa aspectos de uma tradição que está além de perspectivas limitantes e dogmáticas e por isso, tornou-se fundamental em nossa trajetória. Esse processo, dentro do Sufismo, ocorreu gradualmente na medida em que tais elementos foram sendo reconhecidos como um complemento importante para outras propostas e escolas de sabedoria ocidentais.


Porém, tem sido através da perspectiva do Quarto Caminho, uma expressão contemporânea da tradição perene, que temos buscado explorar e resgatar outras propostas e tradições que igualmente expressaram esta mesma perspectiva em outros momentos. Mas, como já foi apresentado por vários autores, até mesmo as formulações do Quarto Caminho parecem ter sido influenciadas pelo Sufismo, através dos contatos que Gurdjieff estabeleceu com esta tradição.

Por outro lado, ao longo de nossa experiência, compreendemos que são necessárias outras abordagens para que as experiências propostas pelo Sufismo sejam tornadas permanentes. Por isso temos adotado ao longo do tempo, uma postura mais aberta em relação a essas tradições em busca da essência destes conhecimentos e práticas.

Neste mesmo contexto, outros expoentes do Sufismo tornaram-se fonte de estudo, inspiração e influenciaram igualmente nossa trajetória.

Indivíduos como Shihabuddin Surawardi, Muhidin Ibn Arabi e Jalaludin Rumi em suas buscas por revelar o mistério do homem e da criação expressaram um conhecimento próprio, fruto da transformação pessoal de cada um. Ao invés de aderirem a dogmas e repetirem comportamentos e conhecimentos, eles se tornaram fonte de novas visões de mundo que renovaram perspectivas e abriram as portas para outras dimensões e possibilidades.

Este é o valor fundamental do caminho espiritual - possibilitar o desenvolvimento do individuo e a extraordinária descoberta que se revela a cada um que busca apaixonadamente descobrir seu próprio mistério.

Fonte: Imago Mundi

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Diário para um viajante - Damasco

A viagem se inicia no Oriente Médio, na Síria, hoje um país devastado pela guerra civil, e que tenta resistir à destruição da sua história e arquitetura.

Entre as alamedas arborizadas e os mercados antigos caminhe admirando todo o trabalho da arquitetura islâmica nas mesquitas onde se pode ouvir ao fundo o azaan ou o chamado para prece feitas pelo muézin.

Interior da mesquita em Damasco
A Síria foi o centro das civilizações mais antigas do mundo, há cerca de 3 mil antes de Cristo, as terras férteis à beira do Eufrates já eram disputados por grandes impérios como o da Mesopotâmia e Egípcio.

Diversos povos habitaram seus territórios entre eles os macedônios como Alexandre, o grande e os romanos.


Na capita Damasco, veja a cultura islâmica em todo o esplendor, a cada passo pode-se lembrar dos omíadas, dos mamelucos que caminharam por aqui desde o séc. VII d.C, e no séc. XVI ao séc. XX o país ficou sob domínio turco-otomano.

É a cidade mais antiga do mundo, a rainha das águas, dos céus benditos, a esmeralda do deserto como foi chamada desde a antiguidade. Foi fundada há quase 4000 anos sobre o Guta, um oásis de dois rios, o Barada e o Aawah.

O núcleo da cidade é constituído pela cidade antiga, murada, onde se desenvolveu a vida durante milênios e que hoje depois de tantas invasões e novos habitantes apresenta uma mistura de raças com diferentes religiões, que convivem trabalhando tomando chá e conversando incansavelmente.

As ruas estreitas escondem pátios com laranjeiras, mesquitas, palácios, e lares herdados através dos séculos. Os muros da cidade velha são da época romana.

A muralha conta com 7 portas: Bab Tuma, Bab al-Jabieh, Bab Sharqi, Bab Kessian, Bab al-Jeniq, Bab Shaghir y Bab al-Faradiss.

Depois da 1° Guerra a Síria foi dividida, de um lado domínio francês e do outro lado britânico.

Templo romano dedicado a Júpiter
Ande até o final do mercado al-Hamidiyya, e veja a porta ocidental do templo romano dedicado a Júpiter.

A luz do dia banha seus pórticos evocando todo o poder romano naquela área, hoje suas paredes dão guarida ao mercado de especiarias, aos vendedores do Alcorão, nas escadas da mesquita dos omíadas estudantes sentam ao sol para descansar ou apenas esperar outros colegas.

Os estudantes irão abordá-los, primeiro em árabe, depois em francês e finalmente em inglês, perguntando de onde é, o que faz aqui. Responda que é viajante, sem pátria, a mochila é o seu lar e que está visitando os países onde seus ancestrais nasceram.

Vendedor no mercado sírio
O mercado é lotado, centenas de pessoas se empurrando ao som dos vendedores com suas mercadorias, as cores, o som e o cheiro das especiarias tem o poder de transportar as pessoas para uma outra era.

Especiarias, frutas
Entrada do mercado
Passeie pelo mercado, o palácio Azem localizado apenas 3 km de distância do mercado.

O palácio tem um aroma fresco de flores de seus jardins e é adornado com fontes que vertem suas águas em cascata, e é onde se situa o Museu de Arte e Tradições Populares.

Aproveite para comer suas refeições mais típicas.

Existe um provérbio árabe que diz que a “A nobreza do árabe se detecta pela mesa que oferece ao hóspede".

Encontre o que só pode ser descrito como um banquete dos deuses, travessas de salada, homus, labneh e frutas secas, frango e charutinhos de folha de uva, laban mah khiar e muito mais.





Conheça a história das atividades artesanais em seda e em metal na cidade, os artesãos ainda usam teares de madeira como faziam seus ancestrais e veja os sopradores de vidro, atividade essa que remonta 3 mil anos quando seus antepassados inventaram como colorir o vidro, desenhando neles heróis épicos iguais aos que estão gravados nas pedras por seus antepassados.




Quando o dia amanhece, acorde com o chamado do muézin para a prece, tome um breve café em um bar próximo ao hotel, e com as instruções do funcionário do bar chegue até Bimaristan Nur er Din, é um interessante marco na cidade, fundado em 1154 como hospital escola de medicina, sustentado com dinheiro que os cruzados pegavam como resgate de seus prisioneiros, era um modelo de organização e um famoso centro de pesquisa e ciência.




O prédio abaixo é o Mausoléu de Saladino, o personagem mais conhecido no Ocidente a partir da época das Cruzadas.

Na verdade, este mausoléu, originalmente, era uma madrassa construída por Saladino.

Há muitas pessoas no interior, de modo que o acesso é bastante controlado. O quarto é pequeno, e em todos os cantos pode-se achar telhas otomanas. Há dois túmulos no interior.

Um deles é o original de Saladino, no século XII. E outro de mármore, um presente do Kaiser Wilhelm II.

Um retrato de Salah el Din Yusuf Ayubi está acima da tumba de Saladino, já que ele representa o Emir e o ideal árabe da união entre os povos.

Ao longo de sua vida, suas lutas, negociações e batalhas, Saladino conseguiu unir povos que antes eram irreconciliáveis, mais interessados ​​em guerras internas, e derrotaram os cruzados a partir dos territórios árabes.

Estátua em homenagem a Saladino
Fora dos muros da cidade antiga há uma grande avenida que segue o rio Barada que divide a cidade em duas partes.

Ao sul, localiza-se o Museu Nacional e ao norte, a Biblioteca Nacional com mais de 250 mil volumes, entre eles milhares de incunábulos (livros impressos entre 1450 e 1500).

A cidade se estende em direção ao Monte Casin.


O Museu nacional de Damasco não é o que estamos acostumados a ver em museus ocidentais, é como visitar um museu na década de 30 ou 40, o interior é caótico e tive dificuldades em encontrar o que mais me interessava.

O museu conta com uma grande coleção de escritos ugaríticos (primeiro alfabeto, criado por volta do século 14 a.C.), estatuária síria, têxteis e versões antigas do Alcorão.


A primeira coisa que você vê são muitos sarcófagos, estátuas, capitéis, colunas, lápides e portões de pedra impressionantes arbustos e belas lagoas.

As portas de pedra são muito populares nesse tipo de arquitetura da época bizantina e há inúmeros exemplos nos jardins do Museu Nacional de Damasco.

Jardins do museu nacional de Damasco

Esculturas no jardim do museu

Jardins do museu de Damasco

Fachada oeste

A fachada oeste deste palácio tem formas geométricas e decorações florais de todos os tipos (muitos deles, com um forte conteúdo simbólico, como símbolo quadrados dos quatro elementos, círculos, símbolo do ciclo de vida, octógonos, hexágonos.

Seus construtores tentaram representar em suas portas os exemplos de arte de diferentes fontes.

Romana, bizantina, mesmo egípcia (algumas de suas colunas tentam capturar a essência das colunas do Templo de Karnak, em Luxor.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Minhas séries favoritas - Ficção científica Doctor Who


Doctor Who apareceu pela primeira vez na televisão pela BBC em 23 de novembro de 1963.

O programa foi originalmente concebido para apelar a um público familiar,14 como um programa educacional com viagens no tempo como um meio para explorar ideias científicas e momentos famosos da história, é referenciada no Guiness como “a mais longa série de ficção científica do mundo” e que também se transformou num ícone da cultura popular britânica.

A série é muito conhecida pelas suas histórias imaginativas, pelos efeitos especiais e foi pioneiro na utilização de música eletrônica. A série já passou por diversas fases, com diferentes elencos.

Cada temporada inclui várias histórias individuais ou de múltiplas partes, apenas ligadas entre si por um enredo secundário que apenas é revelado no fim da temporada.

Desde 1963 já foram produzido cerca de 751 episódios, incluindo um filme de 1996 e os três episódios especiais de Natal.


O Doutor é assim, sem nome nem sobrenome. Dessa maneira é como sempre vem se apresentando o enigmático viajante no tempo, um alienígena que, apesar de sua forma humana, pertence ao grupo dos Senhores do Tempo.

Seu nome verdadeiro jamais foi revelado. Ele se chama Doutor porque, em suas próprias palavras, para os Senhores do Tempo "o nome que você escolhe é como uma promessa que você faz".

O Doutor é um personagem que busca a justiça e "curar" o universo de seus males. Como ninguém sabe seu nome, a pergunta constante é: "Doutor quem?" (em inglês, "Doctor who?").


Hoje em dia a série Doctor Who tem fãs em várias partes do mundo, mas tudo começou em 1963 com William Hartnell, o primeiro Doutor, viajando no tempo e no espaço em preto e branco.

Nos primeiros anos, a série misturava episódios com fatos históricos com os de ficção científica. Mas logo a série se concentrou no futuro e no espaço.

Sete Doutores formam parte da série clássica, entre 1963 e 1989, quando ela parou de ser transmitida pela TV e continuou apenas em áudio, livros e revistas.

Desse período, 97 episódios, dos seis primeiros anos da série, estão desaparecidos, pois a BBC costumava destruir as fitas por não ter espaço para guardá-las e por sua relação com o sindicato de atores, que via com maus olhos a repetição dos episódios, considerada uma ameaça para o trabalho de seus associados.

Os episódios que foram recuperados são normalmente de TVs estrangeiras que compravam os episódios.


Cada Doutor teve acompanhantes que viajam com ele na TARDIS. Algumas vezes são mulheres, outras são homens.

Em geral o Doutor costuma ter um acompanhante, mas em mais de uma ocasião ele contou com dois, três ou mais assistentes.

No fundo, o papel dos acompanhantes é o de representar a audiência. São personagens com os quais é fácil se identificar, na maioria das vezes humanos deslumbrados como nós com as coisas que o Senhor do Tempo é capaz de fazer.

Além disso, eles servem de contrapeso para assegurar que o Doutor não faça nenhuma loucura e o resgataram em mais de uma ocasião.

Até hoje, mais de 35 atores e atrizes compartilharam o cenário com o Doutor.

Entre os favoritos do público estão Sarah Jane Smith, acompanhante dos Doutores 3 e 4 interpretada por Elizabeth Sladen, e Rose Tyler, interpretada por Billie Piper, que viajou com os Doutores 9 e 10.


Quando o ator que protagonizava o primeiro Doutor - William Hartnell - começou a ter problemas de saúde, em 1966, os produtores da série pensaram em uma forma de continuar o programa: o Doutor poderia se regenerar antes de morrer e mudar de rosto.

São 11 os atores que interpretaram o viajante, sendo que dois deles assumiram o papel pelos tempos mais longos. O quarto Doutor - Tom Baker, caracterizado por sua excentricidade e pelo cachecol colorido longo - ficou sete anos no papel, protagonizando 41 episódios diferentes.

O décimo Doutor - David Tenant, famoso por seu terno, por sua intensidade e pelos sapatos esportivos - manteve-se no papel durante cinco anos e 36 histórias diferentes.

Talvez por isso, os dois são sempre eleitos como os mais populares nas pesquisas entre os fãs.


Sua nave espacial - que também é uma máquina do tempo - se chama TARDIS, que é o acrônimo em inglês de Tempo e Dimensão Relativa no Espaço.

Por fora, ela é uma cabine azul de polícia, semelhante às que existiam nas ruas da Grã-Bretanha nos anos 1960 (ela continha um telefone com o qual era possível se comunicar com a polícia), mas por dentro ela é muito mais do que isso.

Do lado de dentro, ela é uma nave espacial de bom tamanho. Uma frase recorrente na série quando alguém entra na TARDIS pela primeira vez é: "É maior por dentro".

A história diz que as naves dos viajantes no tempo assimilavam a forma de um objeto do lugar ao qual chegavam para não chamar a atenção.

Mas a TARDIS do Doutor era defeituosa e ficou com a mesma forma ao aterrissar na Grã-Bretanha.

Desde então, se tornou um ícone.


"Exterminar!", é o grito de guerra dos mais poderosos inimigos do Doutor: os Dalek, seres mutantes que vivem em uma couraça de metal e vivem enfrentando o Doutor.

Eles são considerados uma das chaves do sucesso da série, apesar de que por pouco não apareceram nela.

Os produtores originais não gostavam da ideia de ter monstros robóticos quando leram o roteiro com sua primeira aparição.

Entretanto, como não havia tempo para escrever outra história, tiveram que mantê-los. Os Daleks se converteram em um sucesso instantâneo.

Aos Daleks se somam os Cybermen, que são humanos dos quais foram retiradas as emoções para transformá-los em seres cibernéticos.

Outra menção honrosa na era moderna são os Weeping Angels, que são estátuas que só se movem quando ninguém está vendo. São absolutamente aterrorizantes.


A produção original de Doctor Who era realizada com poucos recursos. Cada episódio de 25 minutos era registrado em vídeo (cenas de estúdio) e filme de 16mm (cenas em locação). A maquiagem, cenários e efeitos visuais eram precários, quase amadorísticos, mas a série fez enorme sucesso na Inglaterra graças, principalmente, aos roteiros criativos que colocavam O Doutor e seus amigos em mirabolantes aventuras que aconteciam em diversos locais do espaço e do tempo.

A série iniciou como um programa educacional para crianças, onde O Doutor conhecia figuras famosas do passado e participava de fatos históricos. Mas em breve passaram a predominar as aventuras de ficção científica onde os heróis encontravam estranhas civilizações e criaturas extraterrestres.

Normalmente um grupo de episódios formava um seriado ou história completa, e cada temporada era composta por alguns desses seriados. Em 1989, a BBC suspendeu Doctor Who, mesmo ainda com uma boa audiência, sob a alegação de que haveria apenas um hiato maior entre a 26ª e a 27ª temporada.

Na verdade, a BBC estava diante de um impasse - frente a outras séries contemporâneas de ficção científica norte-americanas, de produção bem mais sofisticada, Doctor Who não tinha como competir com elas tecnicamente, e para enfrentar a concorrência seu orçamento teria de ser multiplicado.

Como a BBC à época era comandada por executivos que não gostavam muito de ficção científica e que optaram por não liberar os recursos necessários, a série entrou num limbo do qual saiu apenas em 1996, com a tentativa frustrada de trazê-la de volta numa parceria com a Fox e a Universal. Apesar de sofisticado, o telefilme foi considerado americanizado demais.

Finalmente em 2005 a BBC do País de Gales trouxe de volta a série, com um nível de produção muito superior ao da original. A versão atual possui um orçamento que permite a utilização de elaboradas maquiagens e efeitos em computação gráfica (CGI).

Cada nova temporada é composta por 13 episódios de 45 minutos e um especial de Natal com 60 minutos, gravados em vídeo de alta definição e posteriormente passados para película de 35mm.

O personagem do "O Doutor" está sempre envolta em mistério.

No início da série, apenas se sabia que ele era um extraterrestre viajante e excêntrico, com um grande conhecimento sobre as mais variadas matérias, que combatia as injustiças que encontrava ao explorar o Universo na sua nave espacial TARDIS. TARDIS é uma abreviatura para Time And Relative Dimensions In Space (Tempo e Dimensões Relativas No Espaço).

A TARDIS é maior por dentro do que por fora, e, devido a uma avaria permanente num circuito, a sua aparência exterior assemelha-se à de uma cabine da polícia londrina dos anos 60.

Eventualmente descobre-se que a figura sinistra e misteriosa do "Doctor" é uma espécie de renegado da sua própria espécie, os "Time Lords" ("Senhores do Tempo"), oriundos do planeta "Gallifrey" na constelação de Kasterborous.

Sendo um "Senhor do Tempo", "O Doutor" tem a capacidade de regenerar o seu corpo, como forma de evitar a morte. Este conceito foi introduzido em 1966, quando os argumentistas se confrontaram com a partida do ator principal William Hartnel, como forma de prolongar a série.

Desde então tem sido uma característica definidora da série, sendo utilizada sempre que é necessário substituir o ator principal.

Contudo, foi estabelecido num episódio que um Senhor do Tempo apenas pode regenerar 12 vezes, a um total de 13 encarnações (apesar de ser possível contornar a situação). Até à data, "O Doutor" passou por este processo onze vezes, tendo cada uma das suas encarnações o seu estilo e particularidades, mas partilhando as memórias, a experiência e o seu sentido de moral:

Outros atores também interpretaram "O Doutor" em outras histórias, como é o caso de Rowan Atkinson, contudo estas não são consideradas canônicas tanto pelos fãs, como pela própria BBC.

Ao longo da história da série várias revelações, algumas controversas, foram realizadas acerca do "Doutor". Por exemplo, que o Primeiro Doutor pode não ser a primeira encarnação do Doutor; que O Doutor é mais que um simples Senhor do Tempo, podendo ser "meio humano" por parte da mãe (apesar de esta afirmação ser altamente contestada).

No primeiro episódio da série é revelado que o "Doutor" tem uma neta, Susan Foreman, e, na temporada de 2006, é o próprio Doutor quem afirma que já foi pai.

Em 2005 é revelado que o Nono Doutor é o último sobrevivente da sua raça, e que o seu planeta foi destruído em um evento conhecido como a Última Grande Guerra do Tempo, cujo trágico desfecho teve participação direta do Doutor, mas é descoberto mais um senhor do tempo, um velho amigo do Doutor, O mestre.

Para impedir os Senhores do Tempo de causar a destruição do Universo e do tempo em si (tornando-os criaturas de pura consciência e sem corpo físico apenas para escapar da guerra), o Doutor criou um bloqueio temporal em torno da guerra e causou a destruição de Gallifrey, tornando impossível que alguém voltasse no tempo para impedir tal desfecho.

Ao fim da guerra, O Doutor acreditava ter extinguido não apenas a sua raça, mas também os Daleks, considerados por ele "a espécie mais maléfica de toda criação". No entanto, descobre-se em 2005 que alguns Daleks, incluindo o Dalek-Imperador, sobreviveram à guerra.

  1. William Hartnell 1963–66
  2. Patrick Troughton 1966–69
  3. Jon Pertwee 1970–74
  4. Tom Baker 1974–81
  5. Peter Davison 1981–84
  6. Colin Baker 1984–86
  7. Sylvester McCoy 1987–89, 1996
  8. Paul McGann 1996, 2013
  9. O Doutor da Guerra John Hurt 2013
  10. Christopher Eccleston 2005
  11. David Tennant 2005-10
  12. Matt Smith 2010–13
  13. Peter Capaldi 2013 

Em uma experiência, a BBC se aliou com a Universal e com a Fox para produzir um filme que estreou em 1996, para a alegria dos fãs que estavam havia sete anos sem Doctor Who. No filme, o sétimo Doutor se regenera no oitavo.

A trama não é nada do outro mundo, e o filme em geral é considerado "passável", mas o oitavo Doutor capturou a atenção do público com seu estilo.

O Doutor de Paul McGann somente teve essa aparição na tela, mas se converteu em um ícone da mitologia da série. Como surpresa para os fãs, protagonizou recentemente o mini episódio The Night of the Doctor, que antecede o especial de aniversário.

Dois filmes e uma série animada formam parte da história do Doctor Who, mas não de sua mitologia.

Peter Cushing, famoso pelo seu papel como governador do Império Galático na série Guerra nas Estrelas, protagonizou dois filmes nos anos 1960: Dr. Who and the Daleks (1965) e Daleks – Invasion Earth: 2150 A.D. (1966), baseadas no Doctor Who, mas com alterações importantes na história.

Uma série animada chamada Scream of Shalka foi anunciada em 2003, com o nono Doutor, sete anos após a última aparição do personagem, com o filme oficial.

Mas poucas semanas após seu lançamento, a BBC anunciou o retorno oficial de Doctor Who às telas de TV com o nono Doutor, fazendo com que os fãs descartassem o personagem animado com o nono Doutor.

O anúncio da volta do Doutor foi a melhor notícia para os fãs. Em 2005, o Doctor Who voltou às telas de TV em sua nona encarnação, protagonizada por Christopher Eccleston.

Para justificar sua ausência e a falta de uma regeneração do oitavo Doutor, os escritores decidiram que teria havido uma "Guerra do Tempo" entre os Daleks e os Senhores do Tempo e que o Doutor teria acabado com a guerra e com as duas raças, deixando-o como o último Senhor do Tempo.

A série moderna já teve três Doutores, mais o décimo-primeiro Doutor, interpretado por Matt Smith, será regenerado em um especial de Natal para dar lugar ao décimo-segundo, protagonizado por Peter Capaldi.


Desde seu reinício, a série sempre obteve altos índices de audiência.

Entre os mais de 600 episódios transmitidos, o de maior audiência na Grã-Bretanha foi City of Death, de 1979, com Tom Baker no papel principal e escrito por Douglas Adams (autor do clássico de ficção científica O Guia do Mochileiro das Galáxias).

Mais de 16 milhões de britânicos, ou seja, mais de um a cada quatro pessoas no país, assistiram à transmissão do episódio.

A fama da série é tamanha que na atualidade o Doctor Who é um dos programas da BBC de mais sucesso no mundo, ao lado do automobilístico Top Gear.

Ela é transmitida em dezenas de países.

Na Grã-Bretanha, a série é considerada cult, e seus fãs são conhecido como "Whovians". Por ser uma série acompanhada por várias gerações diferentes, se converteu em parte da cultura britânica.

Mas esse fenômeno também se expandiu para outros lugares.

Nos Estados Unidos há uma grande base de fãs, e nos países latino-americanos também existem vários grupos organizados de seguidores da série.

O sucesso global aumentou com a proximidade do 50º aniversário da série, que será celebrado com um episódio especial neste sábado, dia 23 de novembro, exatamente no mesmo dia - 600 meses atrás - que o programa estreou na TV.

O episódio foi transmitido simultaneamente às 17h50 de Brasília em 80 países do mundo, com uma audiência de mais de 100 milhões de fãs ao mesmo tempo.

Fonte: BBC Brasil
Fotos: Google

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Minhas séries favoritas - Ficção Científica parte 1


Começamos no final dos anos 50 com a sensacional The Twilight Zone - Além da Imaginação

Além da Imaginação apresentava histórias de ficção científica, suspense, fantasia e terror, com elementos sobrenaturais e inexplicáveis, como viagens no tempo, mundos paralelos, viagens espaciais, alienígenas, fantasmas, vampiros e outras aparições misteriosas. 

Elas aconteciam num local que era chamado de "Twilight Zone", a "Zona do Crepúsculo". 

Série criada por Rod Serling entre 1959 e 1964 em preto e branco, para o canal CBS nos EUA.

No Brasil, a série começou a ser transmitida nos anos 60 e está no ar até hoje no canal de TV a cabo USA.


Foi a primeira tentativa de fazer ficção científica séria com personagens fixos da história da televisão americana. 

Antes dela, uma outra série de ficção já fazia grande sucesso, "The Twilight Zone" (conhecida no Brasil como "Além da Imaginação"), mas era de natureza antológica -- uma coleção de histórias sem personagens fixos, exceto pelo apresentador (que era o próprio criador da série, Rod Serling).

A ideia básica por trás do seriado era bem simples: as aventuras da galante tripulação de uma nave espacial terrestre nos confins do espaço, em algum ponto do futuro (que acabou, posteriormente, sendo definido como meados do século 23). 

Os humanos estariam em situação muito melhor que a atual, e a Terra seria um paraíso, sem conflitos, guerras ou problemas sociais. Restaria aos terráqueos apenas a busca pelo desconhecido, novos mundos e civilizações, como forma de aprimorar ainda mais sua sociedade e seu conhecimento. 

O conceito da série foi desenvolvido no início dos anos 60 por Gene Roddenberry, um homem que conhecia bem as piores facetas da humanidade, tendo sido ex-piloto de aviões (militar e depois civil) e ex-policial. 

Seu sonho sempre foi o de se tornar escritor, e começou a se realizar durante o período em que esteve no Departamento de Polícia de Los Angeles. Gene começou a escrever alguns roteiros policiais para TV, usando sua experiência pessoal como fonte de histórias, e o sucesso acabou levando-o a deixar a polícia e a se tornar um conceituado escritor de televisão, eventualmente atingindo o status de potencial criador de pilotos para novas séries. Jornada foi a segunda série que Gene conseguiu vender (a primeira havia sido o seriado policial "The Lieutenant", que durou apenas uma temporada).

O projeto foi comprado pela Desilu, um estúdio então em fase de decadência depois do enorme sucesso obtido nos tempos de "I Love Lucy". O objetivo da empresa era usar Jornada como uma forma de recuperar o prestígio. 

Com um estúdio já convencido a trabalhar no projeto, Gene Roddenberry precisava vender a idéia a uma rede de televisão, que bancaria a empreitada e exibiria o programa. Acabou conseguindo convencer a NBC de que Jornada nas Estrelas era uma idéia realizável, o que levou à produção de um piloto, em 1964.

Esse primeiro episódio, chamado hoje de "The Cage" (embora o título da época fosse "The Menagerie", a Paramount decidiu chamá-lo de "The Cage" para não confundir com o episódio da Série Clássica que ganhou o nome original do piloto), tinha uma tripulação atualmente pouco conhecida, encabeçada pelo famoso ator Jeffrey Hunter (protagonista do filme "Rei dos Reis", interpretando Jesus Cristo) como o capitão Christopher Pike. Do elenco que acabaria se fixando na série, apenas Leonard Nimoy, como o alienígena Spock, estava presente.

Os executivos da NBC gostaram do piloto, mas acabaram recusando-o, ao alegar que ele era inteligente demais para a supostamente medíocre audiência de televisão. Normalmente, quando um piloto é vetado pela rede, acaba o sonho de se realizar a série. Mas, num ato sem precedentes, a NBC, em vez de engavetar a idéia, decidiu encomendar um segundo piloto.

Uma nova história foi produzida em 1965: "Where No Man Has Gone Before". Jeffrey Hunter e seu Pike, um dos poucos personagens não vetados pela NBC, não quiseram retornar. William Shatner foi contratado para viver o novo capitão, James T. Kirk. Com mais ação, o segundo piloto foi capaz de convencer a rede a encomendar uma temporada.

O primeiro ano da série foi exibido em 1966-1967, destacando as aventuras de uma nave da Frota Estelar em pleno século 23, a USS Enterprise, e sua tripulação, composta por Kirk, Spock, o médico de bordo Leonard McCoy (DeForest Kelley), o engenheiro Montgomery Scott (James Doohan), o timoneiro Sulu (George Takei) e a oficial de comunicações Uhura (Nichelle Nichols). O navegador russo Pavel Chekov (Walter Koenig) só iria se juntar à trupe na temporada seguinte.

A série rapidamente recebeu aclamação nos círculos da ficção científica e reuniu um grupo de fãs fervorosos. Grandes escritores literários do gênero, como Harlan Ellison e Theodore Sturgeon, redigiram episódios para a série. 

Mas o programa falhou em sua missão principal: arregimentar um público grande o suficiente para manter a exibição na NBC. Campanhas sucessivas de cartas dos fãs conseguiram sustentar a série por três temporadas, mas em 1969 a NBC estava decidida a cancelar o projeto.

Um ano depois, o instituto Nielsen, responsável pelas medições de audiência da TV americana, iria mudar sua metodologia de trabalho, classificando a audiência de acordo com o tipo de público que cada programa atingia. 

Com isso, a NBC fez a infeliz descoberta de que o cancelamento de Jornada havia sido um erro: o programa não tinha uma audiência estupenda, mas atingia exatamente o público que a rede queria -- jovens adultos do sexo masculino, com bom poder aquisitivo.

Paralelamente, a Paramount Pictures (que havia comprado a Desilu em 1968 e dado continuidade à produção de Jornada) estava fazendo dinheiro vendendo os episódios da série para reprises em estações locais de TV em todos os EUA. 

Logo ficou claro que Jornada nas Estrelas estava se tornando uma mania. Convenções começaram a ser organizadas nos anos 1970, lotando auditórios com pessoas ávidas por rever seus episódios favoritos e ouvir as pessoas que fizeram parte da produção do programa.

A NBC começou a achar que precisava de algum modo reviver Jornada nas Estrelas. E foi o que eles fizeram, quando chamaram Gene Roddenberry para conversar. Discutiu-se rapidamente a possibilidade de restaurar o programa original, mas a decisão final foi de produzir uma série de desenhos animados -- mais barata e voltada para o público infantil.

Sob a batuta do criador Gene Roddenberry, em 1977 treze roteiros chegaram a ser escritos para a nova série, que se chamaria Jornada nas Estrelas: Fase II (Star Trek: Phase II), antes que a Paramount desistisse dos planos de criar uma rede de TV e transformasse o projeto em "Jornada nas Estrelas: O Filme" ("Star Trek: The Motion Picture"). 




A produção, também comandada por Gene Roddenberry, com direção do aclamado Robert Wise (o mesmo diretor de "A Noviça Rebelde" e "O Dia em que a Terra Parou"), estourou todos os orçamentos e quase não terminou no prazo. Mas logo que estreou, em 1979, tornou-se um enorme sucesso de bilheteria, levando o estúdio a imediatamente cogitar uma continuação.

Uma coisa entretanto estava clara: Roddenberry não era um bom produtor de cinema. Harve Bennett foi contratado para tomar as rédeas de "Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan" ("Star Trek II: The Wrath of Khan", de 1982), e o criador da série foi convertido em mero consultor. 

Bennett conseguiu economizar cada tostão, fazendo o filme mais lucrativo da história da franquia, e um dos mais aclamados pelo público e pela crítica. O único senão era a morte do personagem Spock, evento que causou inúmeros protestos entre os fãs.

Mas a Paramount se sentiu muito feliz quando esses mesmos fãs "clamaram" por "Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock" ("Star Trek III: The Search for Spock", de 1984) para reviver o personagem. Como novidades, o filme promovia a destruição da Enterprise e trazia Leonard Nimoy em sua estréia como diretor de cinema. 

Nimoy fez um bom trabalho e foi chamado de volta para dirigir "Jornada nas Estrelas IV: A Volta Para Casa" ("Star Trek IV: The Voyage Home"), em que Kirk e cia. voltam ao século 20 para resgatar duas baleias para salvar a Terra de uma sonda alienígena que tentava fazer contato com os animais, já extintos no século 23. O filme simplesmente se tornou a maior bilheteria nos EUA da história dos filmes de Jornada, quando estreou, em 1986.

A esta altura, estava muito claro que Jornada nas Estrelas era uma mina de ouro praticamente inesgotável para a Paramount. O estúdio resolveu então inovar e aproveitar a comemoração dos 20 anos da série original para anunciar a produção de um novo programa de televisão: Jornada nas Estrelas: A Nova Geração (Star Trek: The Next Generation).

Com uma nova tripulação, encabeçada pelo capitão Jean-Luc Picard (Patrick Stewart), o primeiro-oficial William Riker (Jonathan Frakes) e o andróide Data (Brent Spiner), e uma nova Enterprise, viajando um século depois das viagens de Kirk e cia., Roddenberry foi chamado de volta à cadeira de comando de uma série de TV.

A Nova Geração estreou nos EUA em 1987, com uma outra inovação: a exibição em caráter de syndication (a venda do programa diretamente às estações locais, sem uma rede nacional que o sustentasse). 

O sistema é bem comum para programas que já foram uma vez exibidos por uma rede, mas era totalmente inusitado produzir episódios inéditos de uma série para serem exibidos nesse sistema.

Apesar disso, A Nova Geração foi um sucesso absoluto, arregimentando uma base de audiência bastante ampla e abrindo caminho para vários outros programas de ficção científica que surgiriam depois, como "Arquivo-X", "Babylon 5", "Terra: Conflito Final", "Farscape", "Andromeda" e outros.

Enquanto isso, no cinema as coisas continuavam bem. William Shatner teve sua chance de dirigir um filme com "Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira" ("Star Trek V: The Final Frontier"), em 1989, que, apesar do fraco resultado em termos de qualidade e bilheteria, levou à derradeira aventura da série original nas telonas, "Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida" ("Star Trek VI: The Undiscovered Country"), em 1991.



No mundo da TV, A Nova Geração estava indo muito bem, mas não seu criador. Gene Roddenberry estava com a saúde cada vez mais debilitada, e o produtor começou a transferir suas responsabilidades para Rick Berman. 

Em 1991, com a morte de Roddenberry e o fim da série de filmes da série original, Berman assumiu o comando total da franquia, coordenando as produções de cinema e TV.

Preparando a transferência da tripulação de A Nova Geração para as telas de cinema, para assumir o lugar vago deixado pelos atores clássicos, Berman e a Paramount decidiram criar uma terceira série de TV, com uma nova tripulação. Desta vez, entretanto, a ação iria se passar a bordo de uma estação espacial nos confins da galáxia e tudo aconteceria na mesma época em que a turma da Nova Geração vivia.

Berman convocou o escritor Michael Piller, responsável pela bem-sucedida criação de uma "cara" diferenciada para A Nova Geração com relação ao seriado original, para desenvolver a série com ele. Em 1993, o projeto chegaria às telinhas, com o nome de Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine (Star Trek: Deep Space Nine).

Pela primeira vez destacando um protagonista negro na história da franquia, Deep Space Nine estreou com índices arrebatadores de audiência (até hoje detém o recorde em Jornada nas Estrelas, obtido com o piloto "Emissary"), mas o fato de ter sido exibida enquanto A Nova Geração ainda estava no ar acabou iniciando um processo de erosão da audiência.

Em 1994, A Nova Geração deixou as telinhas para imediatamente ter sua primeira aventura no cinema. O filme "Jornada nas Estrelas: Generations" (Star Trek: Generations) reuniu a tripulação de Picard a James T. Kirk, em sua derradeira aventura. Apesar do anticlímax do final, em que Kirk é morto, o filme foi bem-sucedido em pavimentar o caminho para mais uma continuação cinematográfica.

Enquanto isso, a Paramount resolveu tirar da gaveta aquele velho projeto de criar uma nova rede de televisão. Para tanto, o estúdio queria mais um seriado de Jornada como carro-chefe.

Em 1995, nascia Jornada nas Estrelas: Voyager (Star Trek: Voyager), série também ambientada em época contemporânea à da Nova Geração e que contava a história de uma nave, capitaneada por uma mulher, atirada para o outro lado da galáxia por uma força desconhecida. Isolada, sua única missão passaria ser a de sobreviver e voltar para casa, o que deveria consumir mais de 70 anos de viagem.

Diferentemente de A Nova Geração e Deep Space Nine, que eram exibidas em regime de syndication, Voyager foi para essa nova rede da Paramount, a UPN. A fraca infraestrutura da instituição, entretanto, aliada ao desgaste da marca Jornada nas Estrelas, saturada pelos inúmeros produtos e spin-offs, fizeram com que Voyager mostrasse um sólido e constante declínio na popularidade da franquia.

No cinema, entretanto, as coisas ainda andavam bem. Em 1996, chegava às telonas a segunda aventura da Nova Geração, "Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato" ("Star Trek: First Contact"). O filme se tornou um espetacular sucesso de bilheteria, o que acabou conduzindo a "Jornada nas Estrelas: Insurreição" ("Star Trek: Insurrection"), em 1998.

Mas naquele ponto a marca já estava desgastada demais para sustentar um grande público, e a qualidade também não ajudou. O décimo longa, "Nêmesis", de 2002, seguiu o mesmo caminho e fracassou nas bilheterias.



Apesar da ladeira da franquia, tanto Deep Space Nine quanto Voyager atingiram a marca da Nova Geração, tendo sete temporadas produzidas. Em 2001, era hora de criar uma quinta série com atores para substituir Voyager na UPN. 

Nascia Enterprise, uma prequel que contava as aventuras da primeira Enterprise, cem anos antes da nave de Kirk. Para comandar o elenco foi contratado Scott Bakula, ator já famoso por seu papel na série sci-fi "Quantum Leap".

A série durou 4 temporadas, sendo encerrada em maio de 2005. Durante seus três primeiros anos, esteve um pouco perdida, preferindo enfocar mais um assunto criado para a ocasião, como a Guerra Fria Temporal, ou um ataque que quase dizimou a Terra efetuado pela raça Xindi. Porém, a partir de sua quarta temporada, temas oriundos da Série Clássica foram explorados e Enterprise se despediu com dignidade.

Após o término de Enterprise, os fãs se encontram num hiato entre produções que deverá durar alguns anos. É hora de aproveitar para rever esses 40 anos de Jornada, sempre em busca de algo que ainda não tenha sido totalmente explorado em seus mais de 700 episódios e 10 filmes para cinema.



O ano é 1997, e a Terra está sofrendo com uma superpopulação.

A família Robinson é enviada a uma missão de 5 anos no espaço para encontrar um novo planeta para colonizar, mas a viagem é sabotada por um agente de um governo inimigo, o Dr. Zachary Smith (Jonathan Harris). 

O Dr. Smith acaba ficando preso dentro da nave e, devido ao excesso de peso, eles estão vagando sem destino, e precisam encontrar uma maneira de voltar para casa.

A espaçonave Júpiter II também leva um amigável robô, companhia fiel de Will Robinson (Bill Mumy).

Fonte: Trekbrasilis

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Minhas séries favoritas - Comédias

Tudo começou em 1990 com Seinfeld, uma série sensacional sobre o nada, produzida por Larry David e o próprio Seinfeld e que durou 9 temporadas e é um clássico das sitcoms americanas, com seus personagens preconceituosos.



Depois disso, comecei a seguir 3rd Rock from the Sun outra série muito boa, um grupo de extraterrestres vem para a Terra para pesquisar e viver como seres humanos. A graça vem das tentativas de entender a sociedade humana e, devido à sua vida como próprios humanos enquanto na Terra, entender sentimentos e costumes.

É também uma sátira dos esforços de estrangeiros para se adaptarem aos costumes de uma outra cultura. Ao longo dos episódios, tornam-se mais habituados à Terra e, muitas vezes, mais interessados em suas vidas humanas do que em sua missão.

O elenco é muito bom, com John Lithgow, Joseph Gordon-Levitt ainda criança.


Já totalmente apaixonado por esse gênero americano, assisti com prazer a história de 6 amigos que vivem juntos, Friends, conquistou ao longo dos anos público e crítica, e marcou para sempre os atores, tanto que muitos deles não conseguem fugir do personagem que interpretaram ao longo de anos. Talvez a única atriz que teve um sucesso maior foi Jennifer Aniston, não só pela vida pessoal, como pelos filmes que fez ao longo dos anos pós-seriado.



Ainda falando sobre comédias, uma das minhas favoritas era According to Jim, com o sensacional James Belushi, o início da temporada foi 2001 e terminou depois de 8 temporadas em 2009.



Everybody Loves Raymond também teve um lugar carinhoso na grade de sitcoms que eu assistia, a série teve início em 1996 e terminou em 2005, o grande trunfo da série eram os pais do personagem principal, Raymond.

Eles sim eram as estrelas da série, e em qualquer família você poderá encontrar uma pessoa parecida com eles.


Como nunca gostei de séries que viviam o drama dos hospitais, a não ser House, foi com alívio que conheci Scrubs série estrelada por Zack Braff, contava a história de dois amigos que trabalham em um hospital, mas ao invés de mostrar diagnósticos ou cirurgias, a série focava nos problemas pessoais dos personagens, como o bullying que o personagem de Zack sofria por parte do médico encarregado do seu treinamento, as pegadinhas do funcionário de limpeza e dos momentos românticos dos personagens.


Fã de Michael J. Fox desde seu personagem em De volta para o futuro, gostava bastante de assistir Spin City onde ele fazia o assessor do prefeito, e tinha que lidar com diversas situações embaraçosas, a série teve 6 temporadas, mas Michael só fez 4 por causa do diagnóstico de sua doença se afastou das filmagens para se tratar, sendo substituído por Charlie Sheen nas 2 últimas temporadas.



E para fechar as minhas favoritas, That´s 70´s show no canal Sony foi a única que eu assisti sem perder nenhum episódio.

Adorava a Donna ( a atriz ruiva e linda Laura Prepon), e ria mesmo com o pai do personagem principal que sempre zoava o filho.

Foi a série que lançou Thoper Grace, Mila Kunis, e o chato Ashton Kutcher...





Texto: Marcello Lopes
Fotos: Google

El Pendulo



A livraria começou como uma combinação de cafeteria e livraria, localizada no bairro de Condesa, no ano de 1993. 

Desde a sua concepção outros eventos culturais e artísticos originais foram integrados a partir de uma preciosa coleção de discos e filmes de arte para todas as atividades culturais, tais como concertos, lançamentos de livros e cursos literários. 

Com o tempo, a Pêndulo tem evoluído para se tornar um dos centros culturais mais importantes da América Latina.

A Pêndulo tem agora seis filiais, todas na Cidade do México. 

Em cada uma delas, são as mesmas características que a distinguiram ao longo do tempo: uma arquitetura eclética e brilhante decoração, juntamente com o seu bar, suas salas de estar com mesas e música, criadas para alcançar um ambiente inigualável. 

O acervo é conhecido pelo sua excelente variedade e seleção, especializada em literatura, arte e ciências humanas.

Na loja Pêndulo Roma já se apresentaram vários artistas conhecidos mundialmente como Lila Downs, Julieta Venegas, Jorge Drexler e Café Tacuba. 


Fotos das lojas da rede: 





































Informações da própria livraria.